Capa Um garoto (quase) atropelado | Vinicius Grossos

O garoto quase atropelado é o quarto livro do escritor carioca Vinicius Grossos, um dos destaques da nova geração de autores nacionais.

O livro já chama atenção pela capa. Com exceção dos livros: O poder do hábito e o clássico A bolsa Amarela, nunca tinha reparado em livros com destaque tão amarelo, tanto nas letras quanto no topo e no quanto desperta imediatamente a atenção.

Vale lembrar que o amarelo é a cor escolhida para a campanha Setembro Amarelo que conscientiza a população sobre a importância dos cuidados com a saúde emocional, em especial a depressão, e a prevenção do suicídio. Depressão e suicídio aparecem fortemente no livro e impactam por afetar pessoas tão jovens.

Segundo o CVV (Centro de Valorização da Vida), uma das entidades mais engajadas na campanha: “O amarelo significa atenção, cuidado e, sobretudo, empatia ao próximo. É uma cor que faz as pessoas reagirem, mudarem o rumo e procurar ajuda. O amarelo salva!

Coincidência ou não, a capa de O Garoto Quase Atropelado é linda, de muito bom gosto na combinação das cores e na escolha dos elementos que fazem todo sentido a trama. A bicicleta que à primeira vista parece se movimentar, é o veículo que leva o garoto quase atropelado por aí. A propósito, durante esse (quase) atropelamento ele está justamente andando de bicicleta.  

O garoto quase atropelado é uma publicação da Faro Editorial que capricha bastante em suas capas.

É um livro que você compra pela capa e se encanta profundamente com a história.

Conta a história de um garoto propositalmente sem nome, porque o que acontece com ele não é uma exclusividade de um personagem, é algo comum a todos nós. Logo nas primeiras linhas, o autor mostra que o rapaz sem nome tem um problema sério. Ele sofre de uma depressão profunda, desencadeada após a morte do melhor amigo. As causas dessa morte não são imediatamente reveladas, mas já no início da trama percebemos o quão devastadora foi essa perda na vida do menino.

“Nunca tive problemas para aceitar que a morte é a única verdade da vida; que seu poder é inevitável e que todos iremos morrer um dia. O doloroso mesmo é que, infelizmente, o momento de algumas pessoas chega mais cedo do que deveria.” (pág.89).

Desde o acontecimento que levou a morte do seu amigo, ele vive enclausurado em casa, fechado no que denomina “caverna da depressão”. E, escreve um diário a pedido da psicóloga para tentar entender o mundo ao seu redor, uma forma de escape desabafo.

“Felicidade, na minha opinião, é algo muito superestimado. O que é felicidade?” (Pág.29).

Logo nos primeiros dias de diário, o garoto se arrisca a sair de casa, e dar uma volta de bicicleta no seu condomínio. E é aí que sua vida começa a mudar.

A história é triste, melancólica e sufocante, porque o tom de sofrimento, infelicidade, prostração é intensa. Mas tudo se sobrepõe aos ensinamentos de esperança. Embora esta não seja uma obra de autoajuda, o autor sempre que pode insere várias pílulas de ânimo para não afundar o leitor na depressão e melancolia dos personagens.

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