Leida Reis é a autora do mês do agosto

Dedicamos o mês de agosto a apresentar a jornalista, escritora e dona de editora, Leida Reis. Uma mineira que faz  muito pela literatura nacional. 

Leida Reis e a literatura, um casamento perfeito! Uma paixão que começou bem cedinho com a descoberta da poesia, aos 9 anos de idade. Aos 13, ela já registrava no papel seus primeiros versos e não parou mais.

“Literatura resume tudo o que quero, amo e escolho para minha vida”.

Acervo pessoal

Com a literatura sempre presente na sua vida, Leida formou-se em jornalismo e atuou em grandes veículos mineiros.  Foi editora do Caderno Minas do jornal Hoje em Dia, publicou crônicas no Caderno de Cultura. Também foi editora de Política dos jornais Diário do Comércio e O Tempo, e atuou também no Estado de Minas, Rádio América e outros veículos.

Durante anos ela conciliou a carreira de jornalista com a de escritora. Teve poemas publicados no “ Suplemento Literário de Minas Gerais” e publicou seu primeiro em 1991, aos 25 anos, um livro de contos denominado – The cães amarelos. Seu próximo livro publicado seria quase 20 anos depois.  

“Fiquei um tempo sem escrever pela dedicação ao jornalismo, e só fui publicar novamente em 2010, numa experiência bem satisfatória, pois consegui uma grande editora, a Record.” 

A editora Record publicou em 2010 “A invenção do crime” e dois anos depois,  “Quando os bandidos ouvem Villa-lobos”. Em 2015, Leida emplacou mais uma publicação, o livro de contos “O Livro de Cada Um” pela editora Mandruvá. Em 2018, foi a vez do seu primeiro livro infantil “As árvores invisíveis” lançado pela Páginas Editora, focando em um público no qual acredita bastante. Clique nos links e confira as resenhas das obras da Leida Reis. 

“Criança gosta de livro. É falácia dizer que criança e livro não combinam. Basta dar a ela a oportunidade de ter um bom livro em mãos, folhear, observar, ler. Ela se sente mais importante quando leva pra casa um livro que é todo seu, e, o mais fantástico, com o autógrafo do escritor ou da escritora”.

Acervo Pessoal – Livros da Páginas Editora

Totalmente inserida no mundo da literatura, Leida Reis, cobriu várias feiras literárias como jornalista, participou como autora e em 2017, criou sua própria editora, a Páginas Editora, um empreendimento focado na publicação de livros nacionais que já lançou mais de 20 títulos em pouco mais de 1 ano.  

A Páginas Editora dá oportunidade para quem tem uma história e deseja vê-la eternizada nas páginas de um livro. São contos, romances, poesias, crônicas, livros pedagógicos e paradidáticos, investigativos e infantis.

Promovendo a literatura de maneira consciente e responsável, Leida fundou o Clube do Livro Infantil Solidário (CLIS) um projeto que promove a literatura infantil em escolas e creches de BH e região metropolitana.  Em um evento, atualmente bancado pela Páginas Editora, um autor ou contador de história é convidado para passar um dia com as crianças, distribuir brindes e um livro autografado na hora.

A ideia do CLIS é que esses autores voltem nas escolas e creches, pelo menos a cada dois meses, plantando a sementinha literária na vida dessas crianças, fazendo tomar gosto pelos livros.

“Vejo potencial no Clis na formação de leitores, na educação dessas crianças. É uma alegria ver as crianças admirando o próprio nome no livro”.

O CLIS precisa do incentivo e apoio para continuar crescendo e exercendo o seu papel. E qualquer pessoa pode contribuir. Basta acessar o site e assinar para começar a contribuir com um quantia mensal (via Pag Seguro).

Projeto CLIS

Ao efetuar a assinatura, você estará ajudando a mudar a vida de muitas crianças. O dinheiro é destinado ao custeio dos livros (considerando sempre o desconto de 40% do preço de capa), do lanche, do cachê do contador de história e também do brinde, um material escolar.

“Hoje o projeto é limitado, atende a poucas crianças, pois temos um número reduzido de assinantes, mas acredito na tomada de consciência e convido todos que puderem a entrar para esse time, o time dos que promovem a leitura entre as crianças por acreditar que estarão muito melhor preparadas.”

Uma história pode modificar vidas. E o responsável por esta história também. É o que faz Leida Reis, modifica vidas através do seu amor pela literatura. Para ela, ninguém sai ileso depois de um bom livro, e ressalta o poder que está nas mãos do leitor.

“Podemos mudar, então, tudo com a literatura e nada ao mesmo tempo. Ela não é feita para mudar o mundo, mas sendo literatura, acaba por modificar o mundo do leitor. Com literatura temos melhor educação, melhor saúde psíquica e física também, pois o leitor é sempre mais pleno do que o não leitor.”

Todo mês apresentamos e homenageamos um autor nacional. É importante conhecer e valorizar a literatura brasileira para muito além dos clássicos. A Leida traz em suas obras uma escrita diferenciada e inovadora. Suas histórias são inteligentes, trazem personagens comuns ao nosso cotidiano, e referências a nossa vivência mineira e isso é muito bom! É a nossa cultura sendo eternizada e acessível àqueles que se dispõe a ler. 

✨ Curiosidades 

Qual livro marcou a sua vida? 
Há livros que foram formando minha vida de leitora, transformada em vida de escritora. Houve alguns fundamentais, como “O rapto do garoto de ouro”, de Marcos Rey, pela introdução na aventura, até “Guerra e Paz” de Tolstói, uma grande paixão, e “O Mar”, de Ian McEwan. Mas talvez tenha sido “A paixão segundo G.H”, de Clarice Lispector, o livro que tenha me mostrado mais possibilidades da literatura. 
Quem são os seus escritores favoritos? 
Leon Tolstói, Ian McEwan, J.M. Cootze, Clarice Lispector, Milton Hatoom, Raimundo Carrero, Cecília Meireles, Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade, Virgínia Woof, Rubem Fonseca. 
Se pudesse indicar um livro para alguém que nunca leu por prazer, qual seria? 
Dependeria muito do perfil da pessoa, pois o prazer é particular. Aventura? Ação? Sensualidade? Para cada leitor, um livro. Gosto de livros (como de filmes) que me deslocam, me tiram o chão ou me jogam para o alto. Poderia indicar, por exemplo, Ana Karenina, de Tolstói. Acho difícil alguém não gostar.
Ler é… 
Esticar os braços para além de metros e pegar em sensações invisíveis. Cair em abismos de chocolate e mel. Deslocar-se para outros mundos, aqueles que não sabíamos que existiam, mas que nos encantam e enriquecem. 
Escrever é… 
Exercer o poder de sair de si mesmo. Reinventar as existências alheias, fingindo estar reinventando a si mesmo (ou o contrário). 
Ser escritor hoje no Brasil significa? 
Ser escritor hoje no Brasil significa o mesmo que se era antigamente. A primeira primícia de ser escritor é realizar a própria arte. Isso não depende do tempo. Escreve-se porque não há escapatória, como o pintor pinta e o escultor não tem outra saída senão esculpir. Se for para falar de publicação, hoje exigi-se muito mais do escritor, pois ele tem que trabalhar mais para que o livro chegue ao leitor. Precisa ser marqueteiro do seu livro, participar de feiras e eventos, estar nas redes sociais. Poucos são os que não dependem isso. 
Como as escritoras podem utilizar as suas obras para empoderar e inspirar as leitoras?
Eu não sou militante feminista. Sou feminista na prática, uma mulher (escritora) que vai à luta todos os dias, cria os filhos com o marido, luta pela sua editora e não tem muitas dificuldades por ser mulher. Fui jornalista por 27 anos e não foi diferente. Mas, sim, as escritoras podem usar da escrita e da publicação da escrita para levar conteúdos dessa luta, dessa força de que todas as mulheres precisam. Há muitas leitoras oprimidas, incapazes de conhecer a própria energia e força, e elas precisam dos livros escritos por mulheres. Então, as narrativas devem mostrar a mulher como dona da sua história e merecedora da liberdade e da felicidade. 

Conheça a Leida Reis e os livros publicados pela Páginas Editora

Veja outros autores nacionais que já tiveram um mês dedicado a eles.

Gisele Mirabai

Victor Bonini

Marina Carvalho

Quer ver o seu autor preferido nesta sessão? Envie sua sugestão para contato@literalmenteuai.com.br

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