Visconde que me amava – O livro da segunda temporada da série Bridgertons da Netflix

Quem diria que a adaptação de um romance de banca se tornaria a série mais assistida da Netflix em pleno 2021. Os fãs diriam, porque as expectativas em torno dos Bridgertons começaram antes mesmo do anúncio oficial da primeira temporada. Os livros já eram um sucesso ao redor do mundo, e a Netflix tem sabido explorar muito bem esse nicho, antes ignorado pelos grandes estúdios.

A primeira temporada da série atingiu mais de 60 milhões de lares, ficando em primeiro lugar no ranking de mais assistidos por mais de um mês, em vários países. Para alegria da autora Julia Quinn que vem colhendo frutos desde então. Esperamos ansiosamente as 8 temporadas para vibrar com a história de amor de cada Bridgerton.

Divulgação | Netflix

É hora de casar Anthony!

Com Daphne definitivamente casada, feliz com seu Duque perfeito. É hora de seguir casando mais um Bridgerton. Cada livro da série de 8 livros, conta a história de amor de um dos rebentos da matriarca Violet.

É legal ver os enlaces, seguindo à risca a personalidade de cada um dos personagens, e também a continuidade das famílias já formadas, seus filhos, e como eles ainda continuam unidos e defendendo ferrenhamente a família. Inclusive, alguns com interferências incisivas e divertidas nas histórias de seus irmãos e interações com outros personagens importantes da série, entre eles Lady Danbury (minha personagem preferida) e a misteriosa Lady Whistledown, cuja identidade já foi revelada na primeira temporada, mas nos livros isso ocorre apenas no livro 4.

Assim, estamos de volta a temporada social. A família Bridgerton segue crescendo com os filhos de Daphne e Simon (aquele que não queria nem casar), o que aflora o desejo do irmão mais velho e, principalmente da mãe de realizar mais um casamento.

Os dilemas de Anthony

Com a morte do pai, Anthony assumiu muito cedo às responsabilidades da família Bridgertons. Mesmo defendendo e colocando os irmãos e a mãe em primeiro lugar, ele é um libertino da pior espécie, passa noites em clubes e mantem várias amantes. E a série da Netflix dá um panorama interessante desse lado do moço. O que chocou alguns fãs, que não conseguiram assimilar suas paixões aos acontecimentos do segundo livro.

Como bem disse a matriarca Violet no livro um  – “libertinos arrependidos dão ótimos maridos”. O Duque de Hastings se mostrou não apenas um marido perfeito, como pai sensacional. Mas essa fama de libertino também pode afastar as boas moças, embora o título e a fortuna sejam sempre mais importantes, até mesmo que o amor.

Divulgação | Netflix

É chegada a hora de arrumar uma esposa, se casar e ter herdeiros. Mas uma regra é tácita: Não vai se apaixonar porque tem certeza absoluta de que assim como o pai morrerá cedo. E esse é o dilema que move o personagem. O que importa mesmo é escolher uma beldade, ter alguns momentos de prazer, filhos se tiver tempo, enquanto a morte não vem.

“Ele conseguiria evitar conversar com uma esposa que não fosse muito inteligente, mas não queria filhos estúpidos… Anthony não era um cínico completo: sabia que o amor verdadeiro existia. Qualquer pessoa que tivesse ficado no mesmo cômodo com seus pais sabia disso.” (pág.24)

Se na temporada anterior, a Daphne era a joia da temporada, nesta é Edwina Sheffield, descrita como espetacularmente linda e doce, a esposa perfeita para qualquer nobre. Ela precisava se casar porque as finanças da família não estavam nada bem. Mas, para conseguir arrancar um sim da moça, é preciso antes ter o aval de sua meia irmã mais velha, Kate, que apesar de também debutar na sociedade não tem a mesma formosura da irmã, mesmo sendo bonita e descrita como muito alta.

Kate é impertinente, muito inteligente e conhecida por falar o que pensa. Para Anthony, Kate é uma megera que fará de tudo para estragar seus planos. Inclusive, contar com a ajuda do seu cão Newton, tão impertinente e desastrado quanto sua dona.

“As três Sheffields sabiam que quem agarraria um nobre e sua fortuna seria Edwina. Seria a mais nova quem garantiria que a família não passaria o resto da vida em pobreza refinada. Edwina era bela, ao passo que Kate era… Kate era Kate.” (pág.20)

As interações entre eles são divertidíssimas, porque Kate não vai se curvar aos caprichos e ao título do visconde, e é muito legal ver o amor crescer, ver como essa revelação se dará para todos, já que Anthony corteja publicamente sua irmã e, principalmente, a entrega deles a esse momento mágico de aceitar uma paixão avassaladora.

“E quando ele a beijou mais uma vez, ela nem mesmo tinha certeza se queria o juízo de volta! Todo o seu corpo estremeceu, e ela suspeitava que, se os últimos encontros tivessem acontecido em locais mais apropriados, ela teria deixado que ele prosseguisse sem nem um protesto sequer.” (pág.206)

Simone Ashley | Internet

Como já conhecemos o rosto do visconde Bridgerton, interpretado pelo ator britânico Jonathan Bailey, a expectativa recaiu sobre a escolha da atriz que fará “a patroa” como os fãs denominam Kate. A Netflix não fez mistério, tão logo anunciou a segunda temporada, veio a escolha da atriz Simone Ashley para o papel principal. A propósito belíssima e muito talentosa.

Algumas pistas indicam que haverá mudança no roteiro e nos acontecimentos do livro, mas os fãs podem esperar um resgate da formação da família Bridgerton, do amor entre Violet e Edmund, e de como esse casal se desfez de maneira tão trágica. Nesta obra, há um avanço das ações da maravilhosa Lady Whistledown e a explicação da abelha que sorrateiramente aparece na série e no primeiro e segundo livro.

Uma das cenas mais emblemáticas e divertidas do livro dois, e que a autora já deixou claro que faz questão na adaptação, é o jogo Pall Mall, em que os irmãos Bridgertons se unem a Kate para sabotar descaradamente o irmão mais velho. O jogo de taco é uma tradição na família Bridgerton, com posições e cores definidas, e uma intrusa mudará essa dinâmica astutamente. Muito legal ver a interação dos irmãos com a cunhada improvável.

O visconde que me amava é um livro doce, engraçado e até nostálgico no sentido de resgatar a vida dos personagens que teve continuidade depois que encerramos a leitura do Duque e eu. Podemos esperar uma adaptação no mesmo tom, com boas pitadas sensuais e um romance chocolate com pimenta.

Confira aqui a crítica da primeira temporada 

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