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E se os mitos sobre o Conde Drácula forem verdade?

por Josy Santos
4 minutos de leitura

Um grupo de pesquisadores da Noruega recebe uma missão que parece até uma peça pregada pelos líderes da Comissão Organizadora da Expedição: viajar à Romênia em busca de informações e artefatos relacionados ao Conde Drácula. Os arqueólogos, antropólogos e historiadores convocados aceitam a tarefa com ceticismo, porém, um século depois da possível morte do vampiro mais famoso do mundo, eles partem para a Vila das Brumas, na região da Transilvânia, em busca de respostas para o mito.

 

Esse é o ponto de partida de Cem anos depois, romance de suspense e mistério da autora Deyse O. S. que expande o universo criado por Bram Stoker. Na obra, as verdades sobre a figura por trás da lenda são incertas, mas os profissionais precisam reunir documentos – pergaminhos, diários, cartas, manuscritos e objetos antigos – para montar uma exposição intitulada “Draculheim” e realizada por um importante museu.

 

 

Capa – Cem Anos Depois

 

 

Dormiram mal, angustiados com os sentimentos estranhos dos últimos dias. Mas sabiam que a missão não acabaria com a volta à Noruega.
Algo os ligava àquela história de um modo que ainda não compreendiam.
Nem todos os segredos haviam sido revelados.
O mais sombrio… talvez já estivesse entre eles, à espera.
Paciente como a noite, aguardava o instante exato para se revelar.
E talvez… já fosse tarde demais. (Cem anos depois, p. 117)

 

 

Ao lado dos responsáveis pela missão, Haakon, Norabel, Odin, Alvis, Andress, Kristine, Berg e Henrik, os leitores imergem em uma aventura soturna e adentram o universo de Vila das Brumas, cujo mapa é apresentado nas primeiras páginas. Tão pequeno que tem apenas uma rua composta por uma taverna, a casa do padre, uma igreja, um colégio, um edifício público, um lago e um castelo, esse vilarejo transmite uma atmosfera de silêncio, solidão e assombro que percorre toda a narrativa.

 

Enquanto a publicação do escritor irlandês é um dos maiores clássicos da literatura gótica, este lançamento se aproxima dos gêneros de suspense e mistério. Com capítulos curtos repletos de reviravoltas e trechos de documentos antigos, cartas e diários, o livro desvela enigmas que provavelmente seriam melhores se tivessem permanecido sem respostas.

 

Ambientada em 1997, mas perpassando diferentes períodos históricos, a obra mantém fidelidade e coerência com os acontecimentos apresentados. A partir de uma extensa pesquisa documental sobre guerras, eventos do passado, descobertas arqueológicas e tecnologias de épocas distintas, a autora propõe uma história com uma multiplicidade de informações que se conectam como peças de um grande quebra-cabeça.

 

 

Escritora Deyse O. S.

 

 

“Em Cem anos depois, minha intenção é mostrar como o passado nunca deixa de existir completamente. Muitas histórias, lendas e acontecimentos permanecem vivos através do tempo, esperando alguém disposto a investigar e descobrir a verdade”, explica Deyse O. S.

 

Leitora desde a infância e apaixonada por histórias de ficção, Deyse Oliveira de Souza estreia na literatura com o livro Cem anos depois e assina com o nome Deyse O. S. No romance que marca o início da sua carreira de escritora, ela expande o universo de Drácula a partir de uma trama sustentada por uma extensa pesquisa histórica e cultural. Enquanto também trabalha na área de T.I., segue desenvolvendo projetos literários voltados ao suspense policial e ao mistério.

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