As paredes eram brancas | Max Moreno

As paredes eram brancas… ninguém acreditaria nisso, é uma mistura de ficção científica, com romance policial e muita ação. E o melhor com citações e referências da nossa terra, mais precisamente Foz do Iguaçu. É mais uma dica de leitura para valorizar a literatura nacional.

A trama

De repente a vida de David, um garoto de 13 anos, vira de cabeça para baixo. O pai é encontrado morto mas isso é irrelevante, pois o homem era abusivo com ele e sua mãe. Uma semana depois, após passar por algumas situações bem estranhas, a mãe de David também é encontrada morta. As suspeitas recaem imediatamente sobre o filho adolescente.

A partir daqui tudo o que vai acontecer é incerto. Tudo o que se sabe da trama vai se desfazendo após cada virada de página. De suspeito, David passa a acusado de matar os pais mas, ao invés de ir para a cadeia, acaba preso em um hospital psiquiátrico.

O que é verdade e o que é alucinação. Não dá pra saber, o certo é que tudo o que David (e nós) conhecíamos se desfaz. E de repente o garoto inocente se vê envolvido em uma trama hollywoodiana, típica dos melhores filmes de ficção envolvendo o governo americano (sempre) em um esquema de reprogramação de mente humana.

Não pense que esse tema é fajuto, o autor consegue justificar cada ação e vender bem sua teoria conspiratória, e é legal ver esse tipo de trama acontecendo no nosso quintal, com a nossa linguagem, nossas referências e personagens nacionais, gente como a gente. Fazendo com os  nomes e os cenários sejam de fácil assimilação, contribuindo para a fluidez da leitura.

Sobre a leitura

É uma leitura muito ágil com muitos segredos, reviravoltas e todas fazem sentido sendo muito bem amarradas pelo autor. Gostei o fato de ter poucos personagens e todos participarem de algum acontecimento relevante. 

Até as últimas páginas há tramas a serem resolvidas e, à medida que as páginas vão acabando, o leitor fica ansioso do lado de cá, se perguntando qual reviravolta virá ou se perdeu alguma dica do escritor. Portanto, se você procura uma literatura movimentada para passar bem o tempo, conheça As paredes eram brancas. Uma trama convidativa, daquelas para ler com bastante atenção sem perder nenhum ponto.

Cabe, ainda, fazer duas ressalvas importantes: alguns errinhos de digitação que devem ser eliminados na próxima edição, bem como os travessões de parágrafos em pontos que não havia diálogo. Em outro ponto, o narrador/observador se envolve ativamente na trama confundindo a fala entre personagem e sua observação.

Sobre o autor: 

Max Moreno é um escritor brasileiro de ficção. Seus livros apresentam tramas que envolvem mistério, suspense e literatura policial. Conheça suas obras clicando aqui.

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