Metade é verdade, o resto é invenção – Pedro Antônio de Oliveira

Metade é verdade, o resto é invenção é o resgate daquela infância gostosa que marcou uma geração de brasileiros.

São historinhas curtas e não cronológicas que trazem as aventuras de um menininho de aparentemente uns 10 anos, e curiosamente sem nome, talvez para deixar as mentes divagarem pelo passado em busca de lembranças e curiosidades de antigamente.

“Um dia, caí sem a ferida ter cicatrizado direito. Doeu muito e eu chorei na frente de todo mundo. Morri de vergonha. Azar! A dor era minha e só eu sabia que era uma daquelas bem doídas, enormes, impossíveis de despistar”. (pág.10)

As vivências que somente a sua rua pode proporcionar são os destaques da obra. Tempos em que se podia ficar até tarde na rua brincando, conversando, se divertindo na terra mesmo, porque elas não tinham asfalto ou se quer calçamento. Tempos de brincadeiras saudáveis nada tecnológicas, porém mágicas. De criança sendo criança em todo o seu esplendor. Tempos que as assombrações e os vizinhos assustavam mais que os boletos bancários.

“A má fama dos moradores misteriosos tinha motivo. Ninguém podia jogar bola perto da casa deles. Se caísse lá dentro, adeus. E eles implicavam mesmo. Não gostavam de barulho, gritaria, música alta… e brigavam à toa com Deus e o mundo.” (pág.13)

Metade é verdade, o resto é invenção é um livro pequeno, pouco mais de 45 páginas, ilustradas pelo artista Angelo Abu, e já foi adotado por mais de 50 instituições de ensino. Apesar de ser um livro infantil, a sua leitura é nostálgica e certeza que vai reavivar muitas memórias dos adultos e encantar as crianças.

Pedro Antônio de Oliveira é o nosso autor do mês das crianças, outubro. Conheça sua história aqui

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