Gibis da turma da Mônica, livros de faroeste e de detetives. Uma salada literária que acabou formando o meu gosto por literatura.

Olá, amigos!

Se alguém te perguntasse agora de onde veio seu hábito de leitura ou quem te incentivou a ler, você saberia responder? Você já parou para pensar em como o seu gosto pela leitura mudou ao longo dos anos?  Por exemplo: hoje até não damos muita importância para as revistinhas da “Turma da Mônica”, mas você já parou para pensar o quanto elas foram, são e serão importantes na vida de futuros leitores?

Eu me lembro que minha mãe comprava muitos desse gibis da Mônica, principalmente, quando eu e meu irmão estávamos nos primeiros anos da escola. Interessante é que minha mãe não tinha o costume de ler livros, talvez por causa da falta de tempo ou mesmo porque não gostava, mas ela sabia da importância de criar esse hábito de ler, nos filhos.

Entrando na escola, lá pela quinta ou sexta série, veio a decepção. Tínhamos que ler Machado de Assis. O autor tem obras excelentes, que fique claro isso! Mas imagina um menino de 10 anos lendo “Memórias Póstumas de Brás Cubas”? Meu Deus! Foi um verdadeiro tormento. Muitas das vezes eu não conseguia terminar o livro. Primeiro, por causa do português complicadíssimo e até por não entender o que estava lendo. Os anos foram passando e eu fui experimentando outros tipos de livros.

 

Na época, meu pai tinha um bar e um jovem que trabalhava lá era leitor assíduo de livrinhos de faroeste. Eram livros de bolso, com pouco mais de 100 páginas, que contavam histórias do velho oeste ou de guerra. Aí eu me encontrei! Adorava ler sobre os duelos entre xerifes e bandidos, forasteiros que chegavam às vilas, cheios de mistério, muitas vezes se transformando nos grandes heróis da história. A foto abaixo, são algumas recordações desta época. (inserir foto dos livros)

Em outro momento, um amigo da escola me apresentou uma série de livros de mistério e aventura da Editora Ediouro. Os livros foram lançados na década de 70 (esses poderiam estar na coluna Mofinhos…) e contam a história da bela detetive Diana. Com vários títulos, a detetive brasileira de apenas 19 anos, tem histórias na cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, na Amazônia e em tantos outros lugares desse Brasil. Ler esses livros, com uma história bem juvenil, acabou sendo a ponte para ler livros de Agatha Christie.

E a partir daí, não parei mais. Li livros de diversos autores e gêneros. Mas, sempre incentivado pela minha mãe, que não era leitora, por pessoas que liam e foram me emprestando ou me indicando livros.  O que quero mostrar é a importância de mostrar para os mais jovens o quanto o livro é legal, quantos títulos diferentes ou diversos mundos de literatura existem, que vão agradar até os mais ‘complicados’.

Já fez a sua trajetória literária? De onde veio o seu gosto pela leitura? Conta pra gente e diga aí: qual o livro que você indicaria para um novo leitor?

A coluna  Território Livre é publicada aqui toda quarta-feira. Converse com o colunista.

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