[Capa] O Colecionador – John Fowles

Conheci o livro O Colecionador, de John Fowles, através de um desapego literário. A obra, lançada em 1963, me chamou a atenção, primeiramente pela capa.

Em um contexto completamente minimalista, a capa tem apenas uma borboleta de um tom azul que é impossível não notar. E quando paramos para observar mais de perto, percebemos que na verdade ela está morta, pregada por uma tachinha em uma espécie de quadro branco.

O que nos leva imediatamente a ler a sinopse, e, assim, despertar uma curiosidade imensa sobre a trama que envolve Frederick Clegg e Miranda Gray.

A história

O Colecionador é um clássico do suspense/terror psicológico, que narra a história do jovem retraído Frederick Clegg, um funcionário público que coleciona borboletas e, subitamente, se torna dono de uma fortuna.

Ele então passa a ter uma ambição: sequestrar a bela Miranda, seu amor platônico, para mantê-la prisioneira em uma casa afastada até que a moça demonstre interesse por ele.

O livro se divide em quatro partes: na primeira, acompanhamos o ponto de vista de Frederick, na segunda, o de Miranda. A narrativa dele é toda sobre Miranda. Ela é o objeto de obsessão.

A ação demora a começar, mas o relato tão intenso, que isso não nos incomoda. Já sabemos imediatamente que ele está nos levando para dentro da sua mente e que o ambiente não é saudável.

Já a narrativa de Miranda é sobre como ela se sente em cativeiro e, mais ainda, sobre a vida que deixou para trás. A terceira e quarta partes são mais breves e trazem o desfecho da história, também pelos dois pontos de vista.

Nova edição

O Colecionador é o primeiro livro de John Fowles, e ficou anos esgotado no Brasil, apesar de já ser considerado um clássico de sua época. Publicado pela primeira vez em 1963 e adaptado para o cinema dois anos depois, foi relançado pela DarkSide Books em 2018, em uma belíssima edição de 400 páginas, com direito a capa dura e uma introdução exclusiva de ninguém mais ninguém menos que Stephen King.

Além da clara influência que a obra de Fowles trouxe para o mestre do terror, como em Misery (Louca Obsessão), onde dois personagens ficam trancados em uma casa, um vítima da obsessão do outro, o título também inspirou autores como Thomas Harris, que confessa que não teria escrito O Silêncio dos Inocentes sem este livro.

DarksideBooks/Reprodução Twitter

Essa obra-prima continua perigosamente atual. Best-seller internacional, o grande romance de John Fowles ganhou uma edição digna de colecionador, com aquele padrão de qualidade psicopata que só a DarkSide Books tem.

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