Quatro anos vivendo a maternidade real com amor 

No dia 24 de junho, completaram-se quatro anos que descobri que me tornaria mãe e viveria a tal maternidade real tão sonhada e, ao mesmo tempo, tão temida.

Lembro-me como se fosse ontem da emoção que senti ao ver aqueles dois risquinhos no teste de gravidez e da minha euforia ao decidir a maneira de contar para cada uma das pessoas que eu amava.

Engravidei muito rápido desde que decidi me tornar mãe. Parei meu remédio no dia 30 de maio e menos de um mês depois estava realizando esse sonho.

Desde esse dia, minha vida mudou e eu tive que me adaptar a um mundo novo. Lia muito sobre gravidez e sempre me deparava com algum texto sobre maternidade real.

Via relatos de mães que amavam seus filhos, mas queriam mostrar para o mundo o quanto algumas fases da maternidade eram difíceis, como os enjoos e o inchaço da gravidez, as cólicas do bebê, o cansaço da mãe, as noites não dormidas, entre tantas outras. 

Esses relatos nunca me assustaram ou me fizeram ter dúvidas sobre minha vontade de ser mãe.

Cada mulher é única e seus sentimentos nunca devem ser julgados, mas sempre olhei com outros olhos para a maternidade real.

Muitos dizem que as mães postam fotos lindas nas redes sociais, mas por trás não é assim. Para mim, é sim uma boa fase!

Mesmo no meio dos meus intermináveis enjoos da gravidez ou das fases mais difíceis da Maria, sempre tem um lado lindo e, por isso, ele é mostrado para amigos em redes sociais. Não é falsidade! Tem mulheres que amam a gravidez e não tem tantos problemas com a maternidade.

É importante ressaltar que cada mãe tem seu filho em um momento e acredito que isso conta muito para a forma como encaramos as descobertas iniciais. O que incomoda e as dificuldades enfrentadas são vivências individuais e, por isso, acho interessante reforçar que cada mãe tem uma percepção única da maternidade. Não devemos julgar e sim respeitar.

Se você acredita que a gravidez tem mais partes ruins do que boas, mesmo amando seu baby mais do que tudo, é um direito seu. Você sabe o que está vivendo e deve se sentir leve para dizer que essa realidade te assusta e até buscar ajuda, caso seja necessário.

E você, que assim como eu, também amou ficar grávida, mesmo com algumas dificuldades e acha a maternidade real linda, não tenha medo de dizer, não se sinta coagida a ter que pensar como outras mães. 

Nunca é só flores, mas cabe a cada uma decidir se vai tirar os espinhos e continuar admirando a beleza da rosa ou se prefere manter os espinhos e se machucar todos os dias.

Para mim, maternidade real é amor! É o amor que você dedica todos os dias a um “serumaninho” que foi criado especialmente para você, mesmo com todos os novos desafios!

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A coluna LiteralMente,mae! é publicada quinzenalmente aos domingos. As opiniões e fatos não refletem necessariamente a opinião de todas as mães, mas sim a vivência da colunista.

Quer trocar experiências comigo? Envie e-mail para gabriela@literalmenteuai.com.br

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