Depressão infantil e na adolescência: vamos conversar sobre o assunto?

É cada dia mais importante quebrar os tabus e conversar sobre a depressão infantil e na adolescência. 

Durante muito tempo acreditava-se que a depressão acometia apenas os adultos e por muito tempo as crianças e jovens sofriam com essa doença sem ter ajuda para se recuperar.

Conforme dados da OMS, há atualmente 350 milhões de pessoas no mundo com depressão e cerca de 1% a 2% dos atingidos são crianças e 3% a 8% adolescentes.

Mesmo com esses dados ainda existem muitas pessoas que acreditam que depressão é “frescura” e não se preocupam em ajudar quem sofre com a doença.

Esse mês inicia a campanha Setembro Amarelo que visa a prevenção do suicídio e, pensando nisso é que comecei a refletir sobre o tema dessa coluna.

Na época em que eu era adolescente, não recordo de ter nenhum conhecido que teve problemas com depressão e, talvez por isso, sempre vi esse assunto como algo longe da minha realidade. 

Mas nos últimos tempos fui conhecendo várias histórias de adolescentes com essa doença que é sim muito grave, e comecei a pesquisar sobre o assunto para ter muita atenção com as crianças que convivo.

Tenho um primo de 17 anos e que tem vários amigos com depressão. Alguns casos leves e outros tão graves que me assustam. A medida que ele ia nos contando sobre a situação de seus amigos eu ficava cada dia mais perplexa e triste.

É doloroso ver um adolescente, que tem uma vida inteira pela frente, se afundando em tristeza, drogas e entrando em um caminho muitas vezes sem volta. 

É importante começar a prestar mais atenção nas nossas crianças e saber quais sintomas devemos ficar de olho. Entender como ajudar e não deixar nossos filhos entrar em um caminho tão duro.

A criança não sabe expressar seus sentimentos com clareza e, por isso, muitas vezes acabam relatando os problemas da depressão como um mal físico. Muitas vezes reclamamos quando a criança é muito agitada e explora os ambientes o tempo todo, mas isso é um bom sinal. Quando elas ficam quietas demais é que devemos nos preocupar e buscar entender o que está acontecendo.

Li vários artigos sobre o assunto e quero compartilhar uma entrevista do site Drauzio Varella que traz muitas informações relevantes para que as mamães e papais fiquem bem atentos. 

O psiquiatra Ivan Mauro Braun (CRM 57449/SP) listou para o site Minha Vida, alguns sintomas da depressão infantil, que segundo ele, são os mesmos dos adultos.

  • Irritabilidade, humor depressivo, perda do interesse na maioria das atividades ou incapacidade de sentir prazer nelas
  • Dificuldade de raciocínio ou de concentração
  • Falta ou excesso de apetite
  • Diminuição ou aumento das necessidades de sono
  • Ideias de culpa (a criança se sente culpada de algo que não fez ou, se fez, a culpa é exagerada) ou de menos valia (excessiva desvalorização de si mesmo)
  • Diminuição da atividade psicomotora (ou seja, das ações motoras dependentes de estimulação mental)
  • Sensação de falta de energia
  • Ideias de morte ou suicídio ou tentativas de suicídio

Vamos manter a atenção no sono, nas brincadeiras, nas queixas e no comportamento diário das nossas crianças e adolescentes, assim podemos ajudar a evitar um problema maior e manter nossos filhos bem e com saúde mental e física para aproveitar a vida que eles merecem!

Não hesite em pedir ajuda! 

Vamos compartilhar esse texto e alertar mais pessoas!!

A coluna LiteralMente,mae! é publicada quinzenalmente aos domingos. As opiniões e fatos não refletem necessariamente a opinião de todas as mães, mas sim a vivência da colunista.

Quer trocar experiências comigo? Envie e-mail para gabriela@literalmenteuai.com.br

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