Cells at Work, um anime para entender o corpo humano

Em tempos de pandemia, Cells at Work é uma opção divertida para aprender temas como imunologia. Nos últimos tempos, tem sido normal que a gente leia e ouça muitos termos da biologia que não víamos desde a época da escola. O que são linfócitos? Macrófacos? Plaquetas? Quem é essa célula T? Como funciona isso aí, de sistema imune?

Para quem gosta de desenhos japoneses e também curte se divertir e aprender ao mesmo tempo ou tem interesse na área da saúde, o anime Hataraku Saibou ou Cells at Work é uma boa pedida!! Literalmente, significa células a trabalho.

Veja o trailer.

Nesse anime de comédia fantástico, todas as células são representadas como pessoas e estão constantemente realizando seu trabalho de forma que a grande fábrica – o corpo humano – possa funcionar corretamente.  Assim, a obra produzida pela David Production e dirigida por Kenichi Suzuki apresenta o dia a dia das células dentro do corpo humano. Vale lembrar que, dentro do organismo humano, cerca de 37 trilhões de células trabalham constantemente cheias de energia.

A protagonista, AE3803, é um glóbulo vermelho, isto é, células responsáveis pelo transporte de oxigênio e dióxido de carbono por todo o corpo e pela cor vermelha ao sangue. Já no primeiro episódio, AE3803 se encontra com um neutrófilo, as células mais abundantes do sistema imune; responsáveis pela proteção contra monstros e invasores (os patógenos – vírus, bactérias, fungos).

É imprescindível indicar o terceiro episódio, uma verdadeira aula de imunologia. O telespectador consegue observar várias células do nosso sistema imune em ação, desde células T naive, que nunca tiveram contato com um elemento estranho ao corpo até linfócitos B, produtores de anticorpos.

Talvez pareça que o anime é só um monte de informação jogado na cara do espectador. Porém assim como um bom shonen (anime de lutinha como Naruto, One Piece e Cavaleiros do Zodíaco), em Cells at work! há bastante ação. As batalhas travadas entre as células defensoras e os parasitas e patógenos que tentam infectar o corpo são bastante sangrentas e cheias de emoção.

A série é envolvente com suas várias lutas entre rivais, reviravoltas e traições no plot do episódio. De qualquer forma, se isso tudo não te cativou, aposto que a fofura das plaquetas vale pelo menos assistir ao primeiro episódio.

Cells at Work está disponível na Netflix.

A crítica é uma gentil colaboração do biólogo João Gervásio, Mestre em Biociências e Biotecnologia e co-coordenador do IdeaReal, laboratório de Biologia Sintética da UFMG e da estudante de biomedicina, Yala Sampaio.

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