Tornar-se mulher usuária de crack: cultura e política sobre drogas

A antropóloga Luana Malheiro lança o livro Tornar-se mulher usuária de crack: cultura e política sobre drogas, publicação da Editora Telha, resultado da sua pesquisa que acompanhou, por 3 anos, 20 mulheres em situação de rua e usuárias de crack.
Com pré-venda online já disponível, a publicação aborda as questões de violência de gênero e raça como porta de entrada para o uso abusivo de crack por mulheres.

A obra busca apresentar como as violências raciais e de gênero podem ser a verdadeira porta de entrada do uso compulsivo de crack, levando-nos a refletir que a saída para resolver o problema da droga está inteiramente ligada com a resolução de desigualdades raciais, econômicas e de gênero.

A cultura de uso de crack no contexto das ruas é um fenômeno que tem gerado inúmeros debates e opiniões em nossa sociedade. A mídia tem sido responsável por noticiar de forma alarmante o grande mal que destruiria o nosso futuro: o crack. Alçado a grande mazela dos nossos tempos, o crack passou a ser descrito como o responsável pelo consciente caminho para a morte, de inúmeros usuários e usuárias.

A partir da pesquisa apresentada neste livro, Luana Malheiro conclui que a política de drogas, tal como se apresenta na atualidade, reforça opressões de raça, gênero e classe constituindo uma arena marcada pela injustiça social na vida das mulheres. A resposta a essas opressões aparecem na pesquisa a partir da construção do campo do feminismo antiproibicionista que tem organizado politicamente mulheres afetadas pela guerra às drogas.
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