Alien, o Oitavo Passageiro, horror que não fica velho

Sou apaixonada por aliens, na literatura e no cinema. Então, para começar, falarei de uma das franquias mais famosas do cinema sci-fi: “Alien, o Oitavo Passageiro”, dirigido por Ridley Scott (Perdido em Marte, O Gângster  e Gladiador).

O primeiro, e melhor filme da franquia, estreou nos cinemas no dia 20 de agosto de 1979, ou seja, está quase completando 40 anos. E é um filme que envelheceu muito bem, mesmo com recursos da época, ainda dá um coro em muito novinho por aí. Sua aura de pavor e suspense, poucas vezes foram replicadas em outros filmes do gênero. Esse é um dos fatores que me tornaram fã da franquia. 

Vamos falar um pouquinho da sinopse. A história se passa na nave rebocadora, Nostromo. Que está voltando para terra depois de uma missão para recolher minério. Em seu interior, os sete tripulantes estão em criosono* quando são despertados bem antes da hora por um pedido de socorro vindo do espaço. Eles partem, então, para investigar o pedido e acabam se deparando com um planetinha inóspito,  e encontrando nele uma nave alienígena de onde vem o sinal. Claro que vão investigar do que se trata, e esse é o ponto de partida para todo o horror. Um dos tripulantes é contaminado por uma criatura que se prende em seu rosto, depois de eclodir de um ovo. Assim, eles retornam para a nave em busca de socorro e seguem viagem sem saber que o Oitavo Passageiro já estava entre eles e que seu único objetivo era espalhar o horror e morte.

“Alien”, ganhou um Oscar de melhores efeitos visuais, tem média 8,5 no IMDb e 98% de aprovação no Rotten Tomatoes (portais de avaliação de filmes). Além disso,  foi sucesso instantâneo de crítica e bilheteria. Aquele tipo de filme que já nasce clássico!  Outra coisa que vale destaque também é a maravilhosa atuação da consagrada atriz Sigourney Weaver, no papel da protagonista, Subtenente Riplay. A decisão de colocar uma mulher como protagonista foi totalmente proposital pra que o filme se sobressaísse aos filmes do gênero, até então dominados por homens. 

 

Um outro destaque que não se pode deixar passar é o visual incrível do Xenomorfo (a raça alienígena da franquia). Ele foi desenvolvido pelo artista plástico H. R. Giger com base em uma obra sua chamada Necronom IV. A 20th Century Fox ficou um pouco receosa por achar as obras de Giger assustadoras demais, mas mesmo assim ele foi contratado e ficou responsável por todo desenvolvimento da criatura e seu ambiente. O que sabemos que ele fez com maestria, afinal quando se fala em alien asqueroso, o Xenomorfo é um dos primeiros que vem à mente da galera. Quem não se lembra da criatura que rasga o peito dos humanos?

Vale lembrar que ele já apareceu também em ‘Alien, o resgate’, ‘Alien 3’, ‘Alien x Predator 1 e 2’ e nos mais recentes, ‘Prometheus’ e ‘Alien: Covenant’, embora neste último seu design esteja um pouco diferente. Mas esses ficam para um próximo papo. 

Um outro fator super curioso que envolve o universo Alien é que depois do filme foi lançado um livro, escrito por Alan Dean Foster, chamado O Oitavo Passageiro. E foi por meio deste livro que eu conheci meu alien favorito, lá nos meus tempos áureos de pegar livros na biblioteca da escola. Nessa época eu nem imaginava que havia um filme, e muito menos que ele tinha vindo antes. Isso eu só fui descobrir bem depois. 

Então amigos, essa é minha dica da semana para quem adora uma história de aliens. Se você já viu, vale super a pena ver mais uma vez, se não viu, corre e vai ver, migxs! E lembre-se, não estamos sós no espaço!!!

Beijos e até sexta que vem!

 

Deixa um comentário me contando se você já viu algum dos filmes da franquia ou qual seu filme de alien favorito, quem sabe a gente fala dele depois. =)

* Espécie de hibernação, sono profundo e induzido por tempo determinado

As opiniões expressadas aqui são exclusivas da colunista. Envie um e-mail para josiane@literalmenteuai.com.br

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