No livro “Inferno” Robert Langdon volta para as cidades históricas, mais precisamente em Florença. A temática agora é nada mais nada menos que “A Divina Comédia” de Dante. E em todo esse contexto temos alguém querendo matar o professor. O livro tem coisas que estão sempre presentes nas obras de Dan Brown, várias teorias da arte e política.

A história começa com Langdon metido, mais uma vez, em encrenca, só que dessa vez o professor acordou em um hospital com um tiro na cabeça e sem memória, ele não sabe nem o porquê de estar em Florença. No hospital ele conhece a misteriosa médica Siena Brooks  que está disposta a ajudar Robert, quando uma grandalhona de cabelos espetados vem para matá-lo. Inferno fica semelhante aos outros livros do autor durante quase toda a narração, mas quase no final ele consegue dar uma reviravolta que você perde até o ar. E a história tem um desfecho impressionante. Dan Brown mostra que mesmo apostando no básico, sabe a hora de dar a cartada final.

Já o filme é bem corrido, e todas as descobertas que temos em várias páginas do livro acontecem em apenas alguns minutos. A velocidade do enredo não nos permite tentar descobrir junto com as personagens as reviravoltas da história. O filme também perde um pouco do mistério do livro, por não contar com o recurso narrativo do seguidor misterioso do “vilão” da história, que vamos descobrir apenas nos finalmentes. Mesmo sendo um filme mais acelerado, não vejo como algo ruim, pelo contrário, acho que na verdade isso torna o filme mais acessível, porque conheço várias pessoas que não gostam das histórias de Robert Langdon pelo seu tom mais arrastado.

Gosto muito da temática da história, sobre superpopulação como uma maneira de parar a procriação, alheio ao Inferno de Dante. Na verdade é tudo muito louco e só com o tempo você entende, mas no filme essa confusão não existe é tudo mais claro e justificado de uma maneira mais simples. “Inferno” não foge a regra dos dois primeiros filmes e tem o final modificado do original, porém não é uma alternativa ruim, mas uma nova solução. Para mim o filme é bem mais envolvente que o livro, que é um dos mais fracos do escritor.

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