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Intrigas, sensualidade e suspense marcam a segunda temporada de Elite

A segunda temporada de Elite não inova, mas consegue agradar e entrega tudo que é esperado em um drama teen

Por: Matheus Leão

As séries espanholas estão a todo vapor na Netflix. Depois de La Casa de Papel se tornar um fenômeno mundial, os holofotes se voltaram para a estreia da segunda temporada de Elite. A trama sobre os estudantes do Las Encinas, escola da classe alta madridista, repete a receita dos dramas teens, com armações, mentiras, álcool, drogas, sexo e um novo mistério.

Leia a crítica da primeira temporada aqui.

Cenário:

O assassinato de Marina (María Pedraza) ainda tira o sono de muita gente, e não poderia ser diferente. Samuel (Itzan Escamilla) não mede esforços para descobrir a verdade e provar que Nano (Jaime Lorente) foi injustamente responsabilizado pelo crime. Já Christian (Miguel Herrán), tenta esquecer o que aconteceu no último ano. Todo esse mistério desencadeia outro enigma: o desaparecimento de um aluno dos Las Encinas.

Netflix/Divulgação
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Em meio ao suspense, a série aborda a vida dos adolescentes em suas lutas diárias por identidade e reconhecimento. Elite pauta discussões atuais como as diferenças culturais entre palestinos e ocidentais; a homossexualidade dentro do fundamentalismo religioso; o abuso de drogas e remédios; criação de vidas de mentiras nas redes sociais; depressão. Esses temas são abordados de forma leve e intrigante, prendendo a atenção do público e criando laços com os personagens.

Novatos

Como toda nova temporada precisa de novos integrantes, Elite não é diferente. Las Encinas recebem três novos alunos que conseguem dar ritmo e são fundamentais para o desenrolar da trama. Rebeca (Claudia Sales) chama a atenção pela autenticidade e a crítica aos padrões dos colegas. A garota que veio de origens pobres e se mudou para a elite espanhola após a família ter ganhado na loteria, segundo ela, ajuda Samuel e Nádia (Mina El Hammani) a lutarem por seus objetivos.

Vindo de uma realidade oposta, Cayetana (Georgina Amorós) parece ter nascido em berço de ouro. Colecionando viagens internacionais e seguidores nas redes sociais, a jovem tem entrada discreta. Porém, aos poucos, vai ganhando notoriedade. Seu papel muito bem construído é importantíssimo para o desfecho da segunda temporada e para a construção da seguinte.

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O último do trio extravagante é Valerio (Jorge Lopez). Meio irmão de Lucrecia (Danna Paola), estava afastado da família por questões comportamentais. O jovem só quer saber de festas, álcool e drogas. Entretanto, a vida de farra e inconsequência acaba sendo o menos chocante dos podres do rapaz.

A narrativa bem amarrada e cativante é uma ótima opção para quem busca uma série cheia de reviravoltas. Com o sucesso de Elite e o final em aberto, podemos esperar ansiosos pela terceira temporada, que já foi confirmada pela Netflix.

Agradecemos imensamente ao estudante de jornalismo Matheus Leão que gentilmente cedeu a crítica. 

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