Pedro Bandeira lança recriações de clássicos da literatura universal

Publicados pela Editora Moderna, as histórias do autor Pedro Bandeira são baseadas em obras como O Corcunda de Notre Dame, Dom Casmurro, Otelo e Hamlet

Com o objetivo de trazer alguns clássicos da literatura para a linguagem do universo adolescente, o autor paulista Pedro Bandeira apresenta releituras de obras, como Otelo, Dom Casmurro, Hamlet e O corcunda de Notre Dame, em versões de novela para o público juvenil nos livros Ciúme – A Hora da VerdadeAgora Estou Sozinha e O Medo e a Ternura, publicadas pela Editora Moderna.

No livro Ciúme – A Hora da Verdade, o autor aborda o tema do ciúme, dialogando com as obras Otelo, de William Shakespeare, e Dom Casmurro, de Machado de Assis. Ao criar sua própria versão, Bandeira traz para sua narrativa uma linguagem mais atual, mantendo a discussão de temas como o racismo e o machismo. Em contrapartida, neste livro, o personagem Iago se torna Iara, Otelo dá lugar a Adele, Desdêmona e Capitu se transformam em Desmond, e Cássio vira Cássia. No decorrer da história, o autor se apropria de trechos de Shakespeare e Machado de Assis e os reescreve, inserindo-os no contexto da trama, apresentando o diálogo original no final do livro.

Já o livro Agora Estou Sozinha é uma recriação livre da peça de teatro Hamlet, de William Shakespeare. O escritor explica que já havia o interesse em criar uma versão da trama, e que a ideia final para a produção do livro veio de um de seus filhos. “A tarefa não era fácil, e eu vivia com a peça para baixo e para cima, relendo-a, pensando, pensando, até que, certo dia, um dos meus filhos, causalmente, pondo os olhos na capa do livro, comentou: ‘Olha que gozado, pai. Hamlet é Telmah ao contrário!’. Pronto. Era desse empurrãozinho que eu precisava.”, conta o autor.

Por fim, em O Medo e a Ternura, Pedro Bandeira faz a recriação do livro O Corcunda de Notre Dame, escrito por Victor Hugo em 1831. Para ele, o livro busca aprofundar a discussão sobre padrões para a beleza e para a feiura, quase como um debate sobre o conflito entre o bem e o mal. “Quando uma peça literária é boa, aquilo que valia para alguém há quatrocentos anos continua valendo até hoje: o progresso pode mudar muita coisa, mas os sentimentos humanos sempre serão os mesmos”, explica.

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