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Literatura infantil usa storytelling para aproximar crianças e famílias do debate ambiental

por Josy Santos
3 minutos de leitura

A série infantil Proteus e a Mudança Climática, criada pelo escritor e doutor em sociologia Gustavo Gumiero, começa a se posicionar além do universo literário e educacional para ocupar também o espaço digital como influenciador ambiental. Com conteúdos que abordam temas complexos — como greenwashing, consumo de água por data centers e racismo ambiental — o personagem passa a dialogar com desafios atuais de forma acessível para jovens, adultos e famílias, ampliando o impacto da educação climática no Brasil.

 

 

Lançada em 2025, a série apresenta Proteus, uma salamandra centenária que “enxerga com o coração”, como protagonista de histórias que misturam ciência, humor e aventura. Inicialmente voltada ao público de 6 a 9 anos, a narrativa evolui e amplia seu alcance para dialogar com públicos mais amplos, tratando de temas que extrapolam o ambiente escolar.
A proposta agora é posicionar o personagem como um agente ativo nas redes sociais, com conteúdos que explicam fenômenos como o degelo do permafrost, a exploração de terras raras e os impactos ambientais da indústria de tecnologia. A estratégia acompanha uma tendência global de utilizar narrativas educativas para influenciar comportamento em diferentes faixas etárias.

O escritor e doutor em sociologia Gustavo Gumiero escreveu a série infantil “Proteus e a mudança climática”

Segundo Gustavo Gumiero, criador da série, esse movimento dialoga com uma lacuna na comunicação ambiental. “Há um déficit de conteúdos que traduzam temas complexos de sustentabilidade para o público infantojuvenil de forma compreensível e engajadora. Proteus nasce justamente para ocupar esse espaço com responsabilidade e linguagem acessível.”
Entre os assuntos iniciais abordados, destacam-se o greenwashing — prática em que empresas simulam ações sustentáveis — e o racismo ambiental, conceito que evidencia como comunidades vulneráveis são mais impactadas por crises ecológicas.
Outro ponto relevante é o debate sobre o consumo de recursos naturais por tecnologias emergentes. O crescimento dos data centers, impulsionado pela inteligência artificial e pelo armazenamento em nuvem, tem elevado significativamente a demanda por água e energia, tornando-se um tema estratégico para o setor ambiental.

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