Essa coluna é direcionada, principalmente, para você que cresceu ouvindo Sandy e Junior, sabe cantar pelo menos cinco músicas do Charlie Brown Jr, imitou a Britney Spears na frente do espelho e colecionava pôsteres dos Backstreet Boys.  

Sim, essa coluna serve para você que cresceu nos anos 90, tem mais de 25 e menos de 30 anos. Não temos 30, mas estamos chegando nos 30. Desesperados, porque caímos no golpe de achar que teríamos uma vida totalmente estabelecida antes dos 30, mas estamos aqui, perdidos, gritando nossos pais, em pensamento, porque nos sentimos perdidos, nesse eterno e enorme supermercado, chamado vida. Calma, você não está sozinho. Somos um exército de “quase trintões” e estamos tão perdidos quanto você.

Você está desesperado porque fez papel de trouxa aos 28 anos? Sua carreira profissional não está estabelecida aos 26? Você tem 29 anos e está aí, morando com seus pais? Não, não se desespere. Você está esperando falas filosóficas e construtivas pra estabelecer seu psicológico desesperado? Desista. Você está esperando eu falar para você parar de fazer contas com a sua idade ou dizer pra relaxar, porque a vida começa depois dos 30? Pare, apenas pare. Eu também estou aqui, gritando: SOCORRO.

Na verdade, depois de alguns anos, muitos tropeços, surtos e terapias, aprendi que todo mundo tem o tempo certo para as coisas. Sei que é um clichê, mas é a verdade. Uma hora, as coisas se acertam. Não estou casada, mas será que a minha vida, gira em torno disso? Minha carreira não é um sucesso, mas fodas, vamos continuar tentando. Se não der certo, mudamos de carreira e começamos tudo de novo. Isso não é o fim do mundo. Acredito que colocamos muita pressão e, uma pressão muito desnecessária, nesse período dos vinte e poucos anos ou seria vinte e tantos anos? rsrs.

Enfim, esse é o tempo de errar, é o tempo de mudar, de tentar, tentar de novo, tentar e tentar. É o tempo de se apaixonar, pela vida, pelas pessoas, pelos amigos, pelo emprego, pelo crush impossível. Passamos muito tempo da nossa vida nos torturando, seguindo planos e sofrendo por não cumpri-los. Mas, cuidado, não estou falando pra você chutar o balde e não ligar para mais nada, não é isso. Estou falando que nos cobramos demais, e sofremos demais, por não alcançar objetivos, que podem ser planejados a longo prazo, por exemplo. Falo “nos” porque estou me colocando no meio dessa loucura toda. Tenho que me policiar sempre, pra não cair na situação de me torturar por planos que ainda não cumpri, antes dos 30. E, nos meus quase 30 anos, aprendi muita coisa, quebrando a cara por aí. Aliás, essa é uma característica da nossa idade. Já aprendemos demais com a vida, mas, ainda temos muita coisa pra aprender. Estamos em construção…

Confira também o que as colunistas do “Depois dos 30” tem a dizer.

A coluna Antes dos 30 é publicada aqui todo sábado. As opiniões e fatos não refletem, necessariamente, a opinião de todas as pessoas que estão perto de completar 30 anos.
Entre em contato com a colunista pelo e-mail afia@literalmenteuai.com.br

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2 Replies to “Você sobreviveu aos anos 90? Então, seja bem-vindo (a)!”

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