A fada que bordava na seda

A simplicidade é a marca mais singela da escrita da psicanalista Maria Elizabeth Timponi de Moura, nossa autora do mês de janeiro. E, na sua segunda obra infantil, essa marca é evidenciada em um conto lindo e muito prazeroso de ler.

A fada que bordava na seda conta a história da bailarina Isadora que, após levar um tombo no palco, se fechou para o mundo e passou a viver reclusa em sua casa. Ela era vizinha de Pânfila, também conhecida como a fada bordadeira que tinha o incrível dom de fazer lindos bordados na seda, um dos tecidos mais difíceis de se costurar.

(…) “Pânfila fazia exatamente isso: cuidava das pessoas como cuidava de cada ponto. Isadora é uma das pessoas que conheceu bem de perto o dom desta fada.” (pág. 8)

Preocupada com a situação de Isadora, Pânfila decidiu chamar atenção da vizinha e tentar transformar o lar e a sua vida em algo mais feliz. Assim estendeu no varal do seu quintal um bordado maravilhoso, que chamou atenção de Isadora imediatamente. Curiosa, Isadora quer fazer igual, mas não tem as mesmas habilidades da fada e precisa descobrir o seu segredo.

As ilustrações de Walter Lara são esplendidas e trazem com uma fidelidade absurda a leveza e a simplicidade da história. Fiquei muito tempo em cada página observando essa perfeita união entre texto e imagem. Absorvendo cada detalhe da história e as nuances dos traços das ilustrações. 

A fada que bordava na seda é uma história fofinha de amizade, respeito, resiliência, empatia, sensibilidade e companheirismo. Os simples ensinamentos da fada têm reflexos profundos na vida de Isadora, e, às vezes, o que precisamos é apenas nos enxergar, se abrir para o mundo e valorizar o que temos dentro de nós. A fada se compadeceu com a situação de Isadora e a ajudou a sair do lugar onde estava. Que sejamos fadas nas vidas das pessoas.

Legal é que a história é contada por Zita, avó da Ditinha, personagem do primeiro livro da Beth, O sabiá e a menina.

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