Por que a leitura de Outros jeitos de usar a boca é tão útil ao Brasil de hoje

A poesia feminina tem mais uma representante de peso! Outros jeitos de usar a boca, da escritora indiana Rupi Kaur, é um dos maiores sucessos de venda dos últimos tempos. E se junta a outras gratas surpresas nacionais e internacionais que já apresentamos aqui. 

O que elas têm em comum? Experiências femininas, dores, erros, acertos, alguns bons tapas na cara, humor, empoderamento e algumas dicas valiosos que ajudam a enxergar a realidade com um novo viés.

Outros jeitos de usar a boca

Conquistando públicos ao redor do mundo, a força da poesia de Rupi já se apresenta nas primeiras páginas. Divididas entre: a dor; o amor; a ruptura; a cura.

Em um país em que ainda se debate o aborto infantil após um estupro. Que hostiliza uma criança de 10 anos e isenta seu algoz, ler um relato semelhante em um livro escrito por uma indiana, anos antes, choca, arrepia, ao mesmo tempo em que é extremamente importante para alertar para uma realidade cruel comuns a mulheres em todas as faixas etárias.

É o tipo de leitura reforça o papel da literatura como agente social de denúncia, sutilmente apresentadas nos desabafos e  experiências da autora até chegar em sua cura.

Ao longo de pouco mais de 200 páginas, Rupi aconselha, expõe situações tão íntimas que te coloca na cena como ouvinte, amiga, protagonista, te fazendo refletir e até se identificar com algumas situações descritas.

É sobre a vida dela, as experiências que a fizeram escrever e colocar no papel suas dores, seus anseios, que correspondem a um pouquinho de cada mulher que terá a oportunidade de ler sua obra.

Por trás de um livro aparentemente inocente, se apresenta uma poesia feminina, feminista, poderosa e muito importante para abrir mentes ainda obscurecidas pelo machismo diário.

Outros jeitos de usar a boca é uma publicação da editora Planeta

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