Outlander – A viajante do tempo foi o primeiro livro que li em 2017 e já chegou ganhando 5 estrelas e também o status de primeira ressaca literária.

De 1945 para 1743: O mundo da enfermeira Claire Randall literalmente vira de cabeça para baixo quando, durante uma viagem de “segunda lua de mel” com o seu marido Frank Randall, para Inverness, nas Ilhas Britânicas, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, um local fascinante onde são realizados rituais misteriosos. Dias depois da primeira visita ao local, Claire decide voltar sozinha ao círculo, e ao tocar em uma das pedras, ela viaja 200 anos para o passado escocês do local. Claro que ela vai enfrentar de todo tipo de perigo e ameaças, mas apesar de correr risco de vida constantemente, Claire está mais perto de perder o seu coração para o bonitão, charmoso e crush das Terras Altas, Jamie Fraser.

“Outlander” é um romance histórico com viagem no tempo. Basicamente o livro é sobre isso, porém mesmo tendo temas que tendem a esbarrar no clichê, o livro consegue criar uma mitologia completamente nova e fugir das situações óbvias. A história é cheia de reviravoltas em que a situação termina de uma maneira que você não espera, o que torna a leitura mais fluida, fazendo com que as quase 800 páginas passem bem depressa. 

As personagens da Diana Gabaldon são apaixonantes, é impossível não gostar da Claire com seu jeito de mulher independente e forte, que não se importa com o que as pessoas pensam em nenhuma das épocas vividas. Gosto muito do Frank Randall, que é um marido muito atencioso, gentil e carinhoso, tornando impossível não entender o amor que a Claire sente por ele. Jamie Fraser é aquele tipo de personagem masculino que nos faz suspirar, ele é tão honesto com seus sentimentos, tão honrado, tão apaixonado, forte, mas ao mesmo tempo um homem muito sensível, impossível não se apaixonar por ele. E temos claro aquele personagem que é tão bem feito que te faz odiá-lo como se fosse real, Jack Randall é um ser tão desprezível e faz coisas tão pavorosas, que consegue atormentar até ao leitor.

O romance da história é muito bonito e vai sendo construído aos poucos na base da confiança e do amor. E mesmo que em alguns momentos tenhamos uma intensidade que foge da realidade, é impossível não se encantar como a maneira que a autora cria aqueles laços de amor. O livro não é para qualquer um, porque vamos ter relatos de tortura e algumas cenas para apenas quem tem estômago forte. Claro que o fato dele ter quase 800 páginas e ser o primeiro de oito livros escritos até o momento, pode também ser um empecilho para algumas pessoas. Mesmo assim, achei o livro fantástico e já quero as continuações. Uma leitura deliciosa e viciante.

 

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