Metrópole

Como é assustador ver castelos colossais de pedras, onde abrigam seres vivos.

Como é assustador ver centopeias gigantes engolindo pessoas frenéticas. Ver-se pessoas espremidas, esmagadas umas contra as outras.

Pessoas inertes que vem e vão todos os dias, parecem um amontoado de sentimentos.

Olhares que não se tocam…

Não há abraços…

Não há beijos…

Não há conversas… 

Não há paixão. 

Um mundo de amontoados que não enxergam o outro do lado. Vaidades sobre sua pele, fones grudados em seus ouvidos que definem sua apatia.

Aparelhos extraterrestres que cegam o seu usuário, caminhada incontestável para a solidão. 

Talvez alguém creia que todas essas coisas sejam a salvação… Vejo apenas o abismo para onde todos caminham sorrindo e teclando.

Nós somos ameaças de nós mesmos, há tantas especulações de como, quem, o que extinguirá a humanidade.

Tudo se resume a um Big bang de clausura em seu próprio mundo tecnólogo.

Autor: Cláudio D’larte

A crônica é uma gentil colaboração do nosso leitor Cláudio D’larte. Agradecemos imensamente a confiança!

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