Entrar num guarda-roupa e ir direto para Nárnia. Entrar numa cabine telefônica e chegar ao Ministério da Magia. Ou, simplesmente, ler um livro! O maravilhoso mundo dos livros fantásticos nos proporciona ação e emoção sem limites e nos apresenta um cantinho onde podemos esquecer o real e viver os sonhos.

Nesse espaço, localizado nas páginas dos livros, temos a oportunidade de “encontrar” anões, bruxos, deuses, anjos, elfos e criaturas tão incríveis que o mundo real já nos parece estranho e sem graça. Viagens à Valfenda, estadias no acampamento meio sangue e até lutas pela sobrevivência em ilhas vigiadas por câmeras. Mundos e aventuras tão fantásticas que quase não dá para acreditar que seus criadores são simples seres humanos. Heróis e vilões se tornam tão reais que é difícil dizer se estamos lendo ou fomos transportados para um universo paralelo. É possível acreditar que no processo de leitura de fantasias somos levados a uma realidade alternativa e ficamos por lá até que a leitura seja finalizada ou interrompida.

Em 1997, uma mulher chamada J.K. Rowling mudou a vida de muita gente quando lançou “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Ler o primeiro livro da série é quase uma garantia de ler os sete. A ótima escrita e os personagens muito bem construídos, com uma complexidade admirável, tornam os livros, literalmente, mágicos. Quantas crianças sonharam e ainda sonham com a chegada de sua carta da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts trazida por uma coruja e imaginam como sua vida seria incrível. Confesso que quando criança era meu sonho! Só não digo que “Harry Potter” é a melhor história fantástica já contada porque, em 1937, o talentoso J. R.R. Tolkien escreveu “O Hobbit” e me fez uma fã de carteirinha do pequenino Bilbo Bolseiro.

As aventuras fantásticas não param por aí não… Rick Riordan usou do extenso número de personagens da mitologia para criar sua série “Percy Jackson e os Olimpianos”. Seres noturnos viraram febre entre a garotada quando, em 2005, a escritora americana Stephenie Meyer criou a série “Crepúsculo”. Na tetralogia, Edward e Bella, um vampiro e uma humana, se tornaram um casal exemplo de amor e cumplicidade. A lista de fantasias é enorme e poderíamos escrever um livro só de indicações! As séries “Crônicas de Nárnia, “Jogos Vorazes”, “Divergente”, “Game of Thrones” e “A maldição do Tigre” são outros exemplos de obras fantásticas que valem mais que a pena serem lidas.

O mais interessante é que alguns livros de fantasia surgiram para formar um público leitor, como é o caso, por exemplo, de “Harry Potter” e “Crepúsculo”. A educadora física Lorena Oliveira conta que acompanhou a trajetória de Harry, Rony e Hermione desde os primeiros livros e que se tornou uma fã de carteirinha da série literária e também das adaptações que vieram em seguida. “Desde pequena eu já gostava de ler, mas a voracidade veio com a série de J.K Rowling. Devorei todos os livros e, no intervalo de lançamento entre eles, li outros títulos como Pedro Bandeira e Jane Austen. Após serem lançados os sete livros, senti a necessidade de estar sempre lendo. Acredito que, assim como aconteceu comigo, Harry Potter formou uma galera que hoje gosta muito de literatura”, destaca.

Ah… E não podemos esquecer dos clássicos da fantasia, como o super fofo “O Pequeno Príncipe (1943), de Antonie Saint-Exupéry; o encantador “O Mágico de Oz” (1900), de L. Frank Baum; o incrível “Peter Pan” (1911), de James Matthew Barrie; e o meu favorito, “Alice no País das Maravilhas” (1865), de Lewis Carroll.

Claro que não podemos deixar de citar que no Brasil tem uma galera muito boa escrevendo literatura fantástica. O escritor Eduardo Spohr apresenta uma fantasia bem complexa no livro “A Batalha do Apocalipse” e na trilogia “Filhos do Éden”, Raphael Draccon se consolidou no gênero com a série de livros “Dragões de Éter”, a mineira Lavínia Rocha partiu para a fantasia com a trilogia “Entre três mundos”. Ainda podemos indicar Carolina Munhóz, Affonso Solano e André Vianco.

Aproveitem as indicações e se preparem para viajar pelos lugares mais fantásticos do universo literário.

Tendo dito tudo isso… Malfeito feito!

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