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Klaus é um presente para quem ainda acredita na força da criança para transformar o mundo

Klaus é a primeira animação original da Netflix e segue à risca a fórmula mágica dos filmes de Natal que encanta, diverte, sem se esquecer das famosas lições de “moral” que os contos trazem.  

Os filmes de Natal são um refresco para alma cansada e desgastada pelos 300 e poucos dias que já ficaram para trás. Eles divertem, aquecem o coração e ajudam a renovar as esperanças para o ano que virá.

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É uma animação para crianças, mas que traz à tona questões e discussões sociais atuais, pertinentes e urgente não apenas a elas, mas aos adultos. A cada cena, a semelhança e as referências com a realidade impressionam.

Veja o trailer: 

Klaus, conta a história do carteiro Jasper Johanensen, filho do dono da Academia Real de Cartas, que não quer saber de nada da vida. Aquele famigerado playboy, que vive às custas do pai e vive só curtindo os privilégios.

Cansado de lidar com o desinteresse e péssimo desempenho do filho em tudo o que faz, o pai decide puni-lo. Como lição, ele é enviado para uma ilha remota, Smeerensburg, com a missão de enviar 6 mil cartas em um ano, sob pena de perder sua vida boa.

Smeerensburg é uma cidade literalmente sombria e escura, vivendo há séculos sob “ódio glorioso, passado por gerações” das famílias Ellingboes e Krums. Uma cidade polarizada e dividida em dois lados, coincidência? As famílias vivem verdadeiras batalhas diárias, com direito a cenas de sabotagem, assassinatos e guerras que se iniciam com o simples toque de um sino.

Cena filme

A chegada do carteiro a cidade é tensa e desanimadora. O clima de hostilidade é tão grande que Jasper não tem ideia de como incentivar o envio de cartas. Tudo que era relativamente vivo na cidade se transformou em ódio, como é o caso da escola, cujos pais não deixavam os filhos conviverem com seus rivais. Desiludida e desmotivada, Alva, a única professora da cidade, transforma a escola em uma peixaria.

Prestes a desistir, Jasper decide ouvir o conselho do barqueiro (o único conselho bom, inclusive) e visitar o dono de um chalé no alto da montanha, o recluso senhor Klaus. Uma alusão ao Santa Claus, o Papai Noel. Lá ele descobre, que o senhor recluso tem vários brinquedos e num toque mágico do destino os dois se unem para realizar os desejos das crianças. E criança que faz malcriações, maldades, não ganham presente do Noel, certo?

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Com a missão de se comportarem bem, as crianças iniciam uma verdadeira transformação em Smeerensburg. A felicidade e a pureza delas são contagiantes, e provoca milagres. Nesse ponto até o tom da animação muda de cinza para cores vibrantes e alegres e os principais elementos da lenda do Papai Noel vão tomando suas formas naturalmente e se encaixando perfeitamente na história.

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Contudo quebrar velhas e ultrapassadas tradições não é nada fácil. Sempre tem aqueles que querem mantê-las custe o que custar, chegando ao ponto de se unir aos rivais para voltar ao que era antes, mesmo que isso seja prejudicial a todos. Qualquer semelhança com a realidade continua sendo mera coincidência.

Os dramas do velho Klaus, da motivação da professora Alva e as intrigas dos clãs, movem a história e impulsionam a já esperada jornada da redenção de Jasper. Assim como na vida real a pureza e a inocência da criança, livre de rancor e preconceitos, é o que precisa ser valorizado e incorporado aos adultos. Klaus é um presente para a sociedade arrogante e hipócrita em que vivemos.

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No Brasil a animação ganhou as vozes de Rodrigo Santoro (Jasper); Fernanda Vasconcellos (Alva) e Daniel Boaventura (Klaus). O sentimento de empatia é tão forte que a Netflix liberou sua animação até para quem não é assinante.

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