Já incentivou uma criança a ler?

A contação de histórias é uma maneira lúdica e divertida de brincar com as crianças e introduzir a literatura ainda na primeira infância. “João e o Pé de Feijão”, “João e Maria”, “Branca de Neve e os Sete Anões” e tantos outros títulos podem ser adaptados pelos adultos e narrados de diversas formas. A utilização de cores e fantasias, além de tons de voz próprios, despertam o interesse dos pequenos pela história e incentivam a imaginação.

A estudante de pedagogia Thaís Querina trabalha na livraria Leitura do Itaú Power Shopping e é apaixonada por contar histórias para as crianças. Quando veste a roupa de sua personagem, consegue a atenção dos pequenos com seus contos animados e interativos. “Quando o lúdico é introduzido na criança desde pequenininha, ela expande os horizontes. A criança que imagina viaja dentro da própria mente, consegue criar histórias e vivenciar coisas que, de certa forma, são experiências próprias dela”, explica.

Thaís Querina contou histórias no Cantinho da Leitura no Itaú Shopping

Momentos pais e filhos são indispensáveis para o crescimento de ambos. Que tal usar a literatura para deixar esse laço ainda mais estreito? Mãe do pequeno Nicolas, 6, Priscila Amaro acredita na literatura como forma de otimizar seu tempo com o filho. “Sempre que posso, presenteio meu filho com livros. O engraçado é que as pessoas que o rodeiam, como tia, madrinhas e primas, também se acostumaram a presenteá-lo com itens educativos. Ler com meu filho se tornou um forma de passarmos um tempo de qualidade juntos, já que não disponho de tanto tempo livre, infelizmente. Acredito que o incentivo é o início de todo o processo do hábito e do gosto pela leitura”, destaca a estudante de letras.

Nicolas Amaro – Arquivo pessoal

Para Priscila, a literatura tem o poder de contribuir para o crescimento da criança. “A literatura auxilia na desenvolvimento sensorial da criança, da fala, entre outros. Tem o poder de formar e transformar a visão do mundo em que essa criança vive. Através da literatura, a criança aprende a lidar com diferenças, aprende a respeitar, a argumentar, a deixar a própria imaginação florescer. Há quem diga que quem lê, sabe se comunicar melhor e eu, como mãe, objetivo um filho que tenha e aprenda a ter liberdade e autonomia. E, que, com toda bagagem de literatura  que ele possa adquirir durante o seu processo de aprendizagem, ele aprenda acima de qualquer coisa, a respeitar o seu  próximo”, conta.

Outra boa dica para introduzir a criança no universo literário é a visita à biblioteca, que proporciona ao pequeno um contato mais direto com os livros e com tudo que ele pode oferecer. A coordenadora do setor infanto-juvenil da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Vanessa Mendes, acredita que é necessário unir forças para incentivar à literatura na infância. “Hoje em dia é um desafio muito grande frente a outras mídias, tecnologias que chamam muito a atenção e que também são importantes para o desenvolvimento da criança. Os projetos de incentivo à leitura têm que ter um alcance maior e a gente tem que unir forças de diversos segmentos para tentar ampliar essas condições de acesso à leitura”, destaca.

O incentivo em casa é o primeiro passo para que a criança se torne um leitor, mas esse processo também deve ser explorado pelos professores que acompanham a fase de desenvolvimento educacional dos pequenos. “A infância é a fase da descoberta, da formação de hábitos. A leitura leva a criança a desenvolver não só a imaginação e a criatividade, mas também a ajuda a lidar com a emoção. A escola tem o papel de despertar na criança o gosto pela leitura quando trabalhada de forma criativa e prazerosa”, explica a professora Vera Bernardes, que trabalha na rede municipal de Belo Horizonte.

“A escola entra com um dos fatores principais, pois ela tem o papel de desenvolver nos leitores a capacidade de aprender o domínio da linguagem e da escrita. Assim as crianças irão adquirir a capacidade de interpretar e compreender o que o autor está querendo transmitir”, declara a professora Talita Morena, que exalta ainda a importância da literatura na infância. “É através da leitura que as crianças terão a capacidade de desenvolver seu lado crítico”.

Para finalizar, uma pesquisa de 2012 realizada pela Fundação Itaú Social em parceria com o Instituto Datafolha mostrou que 96% dos entrevistados acreditam que incentivar crianças de até cinco anos de idade a gostar de ler é importante, mas apenas 37% disseram que praticam o hábito e leem para os pequenos.

Deixamos então um desafio: leia para as crianças, conte histórias divertidas e estimule nos pequenos o gosto pela literatura. Uma simples atitude como essa pode transformar vidas.

 

O LiteralMente, Uai tem uma coluna especial para os pais. Clique aqui.

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