“Extraordinário” é emocionante no livro e no cinema

Não sei dizer qual experiência foi melhor: ler o livro ou assistir ao filme. Acho que dentro das particularidades e recursos de cada um, “Extraordinário” se saiu muito bem nas páginas e no telão. Baseado no romance homônimo da autora R.J. Palacio (lançado em 2012), a história chega aos cinemas no dia 7 de dezembro para suprir as expectativas de muitos fãs.

Para quem ainda não leu o livro, ainda dá tempo de se deliciar com essa história antes da estreia nas grandes telas do Brasil. Nas páginas, “Extraordinário” proporciona uma leitura leve, cheia de momentos divertidos e emocionantes. Sabe aquela história que te dá um aperto no coração e, às vezes, faz aquela aguinha se acumular nos olhos? Te encanta, te faz pensar na vida e rever conceitos? Pois bem… seja bem-vindo a “Extraordinário”.

Aqui vai aquela sinopse básica para te deixar com água na boca:

“August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros”.

Ufa!… É ou não o tipo de sinopse que te instiga a ler o livro?

Agora, vamos falar da adaptação para a telona:

Assim como no livro, o filme é dividido por partes, sendo cada uma delas apresentando pontos de vista de personagens da história, mas todos com foco no nosso pequeno protagonista Auggie, de 10 anos. Nesse aspecto, o filme me surpreendeu ao surfar na onda do livro. O tema central de “Extraordinário” gira em torno do bullying, assunto debatido diariamente em vários veículos de comunicação, o que, é claro, não poderia ser diferente tendo em vista que é de suma importância. Mas, a autora consegue suavizar a história e mostrar como a aparência física é irrelevante quando se tem um bom coração e se é gentil com o próximo.

“Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil”. Preceito do Sr. Browne.

O filme apresenta a mesma boa energia do livro e, com a simplicidade na produção cinematográfica, dá espaço para os atores arrasarem em seus papeis, sem nada para roubar a cena. Mesmo com grandes nomes de Hollywood, como Julia Robert (maravilhosa como sempre), no papel de Isabel, mãe de Auggie, e Owen Wilson, como Nate, pai do protagonista, o filme é das crianças. Quanto talento tem o ator mirim Jacob Tremblay (que já havia dado um show de atuação em “O quarto de Jack”). As outras crianças que atuam no longa também não deixaram a desejar. Durante toda história, nos emocionamos junto com os personagens que, LiteralMente, vestiram a camisa da história de R.J. Palacio. Ah… tem destaque para a atriz Izabela Vidovic, na pele de Via, irmã mais velha de Auggie, e para a pequena participação da brasileiríssima Sonia Braga, como avó de Auggie e Via.

extraordinario – divulgacao

Ver Auggie no cinema foi ainda mais especial. Por mais que o livro descreva a aparência do protagonista, não sei se consegui captar todos os detalhes. Em muitos momentos, o filme me emocionou muito mais. Confesso, que cheguei a chorar em determinadas cenas. Ah… e não apenas eu, quando as luzes se acenderam, olhos vermelhos não foram raros a minha volta.

Na história, Auggie é fã de Star Wars (tem até uma trancinha na altura da nuca, como os padawans, aprendizes de jedi). Para quem não é fã e/ou não conhece a saga pode ter perdido algumas referências do livro (ou teve que pesquisar no Google). Pois bem… o filme teve a sacada genial de personificar as referências de Star Wars citadas ao longo da história para que você não perca os detalhes. Achei incrível! Ponto super positivo para o longa.

Outro forte do filme é a trilha sonora que se encaixou perfeitamente aos momentos da história. Amei! Mas, senti falta de “Space Oddity”, do David Bowie. No livro, a canção – que por sinal é um hino de tão maravilhosa, na minha opinião – tem forte significado para os personagens de Auggie e Miranda e fiquei esperando ouvi-la nos momentos em que os dois contracenam. No filme, tem referência sim, Major Tom, mas não tivemos o privilégio de ouvir o Camaleão Bowie entre as vozes que dão tom ao filme. Mas ok! A gente coloca no Spotify e tá tudo certo.

“Extraordinário” foi uma das melhores adaptações que já assisti. Os diálogos são muito bons e se assemelham muito aos do livro – alguns são idênticos. O livro possui mais frases de efeito, mas o filme supera isso com a emoção dos atores, com a química entre eles e com toda a magia que só podemos encontrar nas telonas. Leia o livro, assista ao filme! As duas experiências são únicas e valem muito a pena.

No mais, aproveitem os ensinamentos da história e os levem para a vida. Que tal exercitar a gentileza, por exemplo?

O LiteralMente, UAI tem outros textos sobre adaptações. Vem ler!

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