Editora Planeta lança nova edição do clássico ‘O profeta’

Com prefácio de Rupi Kaur,  a obra já foi lida por mais de 10 milhões de leitores pelo mundo

A Editora Planeta está lançando a nova edição de O profeta, escrito pelo libanês Khalil Gibran. Publicado pela primeira vez em 1923, a obra se tornou a mais famosa de ficção espiritual do século XX e o livro de cabeceira de Rupi Kaur, autora de outros jeitos de usar a boca e o que o sol faz com as flores, também da Editora Planeta.

“Este livro é uma espécie de bíblia das minorias do século XX: insistiu em levar esperança a um mundo cínico que ainda se recuperava da destruição da Primeira Guerra Mundial, depois moldou o romantismo na escassez que marcou o período pós-guerra e, mais tarde, tornou-se a inspiração dos sonhadores dos anos 1960. Década após década, O profeta se reinventa e se transforma de acordo com a necessidade de seus leitores”, afirma Rupi no prefácio. Quase 100 anos após a primeira publicação, a obra, que entrelaça misticismo e espiritualidade, continua sendo atual e relevante.

No livro, o sábio Almustafa decide retornar a sua terra natal após 12 anos de exílio em uma ilha fictícia em referência ao exílio do autor, que conclui o livro após 12 anos de permanência nos Estados Unidos e também à idade de Gibran quando foi para a América do Norte pela primeira vez. O número também é uma alusão ao ciclo anual, à quantidade de apóstolos de Cristo e de deuses principais na Grécia Antiga.

Prestes a embarcar em um navio, Almustafa é parado por um grupo que pede a ele que compartilhe sua sabedoria antes de partir. Composto por 26 poemas em prosa que dão forma aos sermões do profeta, o livro apresenta insights profundos e atemporais sobre aspectos da vida como amor, dor, amizade, família, beleza, religião, alegria, tristeza e morte.

SOBRE O AUTOR

Khalil Gibran (1883–1931), poeta, filósofo e artista, nasceu no Líbano e, em 1895, se mudou com a família para o Estados Unidos. Em 1904, realizou sua primeira exposição artística, em Boston, e em 1908 foi para Paris, onde passou dois anos estudando com Auguste Rodin, que comparou seus desenhos e suas pinturas místicas à obra de William Blake. Em 1912, Gibran se estabeleceu em Nova York, onde se tornou líder de um clube de leitura para libaneses e se dedicou à escrita, tanto em árabe quanto em inglês, e à pintura. Seus livros, que em conjunto venderam mais de dez milhões de cópias em língua inglesa, conquistaram leitores do mundo inteiro.

 

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