DoisCincoMeia – Felipe Barenco

“Uma história de amor entre um nerd e uma prostituta num prédio mal-assombrado!”.

O trecho acima está estampado na capa do livro DoisCincoMeia, do escritor carioca Felipe Barenco. E, preciso confessar que essa sucinta sinopse me deixou bastante curiosa para ler o livro. Dito e feito! Li e adorei!

E, adorei por muitos motivos!! Mas, antes de contá-los, vamos a mais detalhes sobre a história:

DoisCincoMeia é o nome popular de um prédio no Rio de Janeiro que conquistou a fama de abrigar o fantasma do arquiteto que o projetou. A ideia de Lúcio [o arquiteto] era construir “a nova torre de Babel”, um lugar que ficaria para a história com seus 356 andares. O resultado não foi o esperado e, dos muitos andares sonhados, apenas 13 se ergueram. Aproximadamente 30 anos após a construção, o DoisCincoMeia foi inaugurado com novo dono, o Benedito, e os 13 apartamentos foram comprados por pessoas de vários estilos. Entre elas: Pâmela é prostituta; Eva é separada e cria sozinha sua filha Úrsula; Carmela é cigana; Caio é arquiteto, nerd e diabético. 

A história se passa no momento atual, mas nos deparamos com alguns flashbacks que vão nos apresentando ao início do DoisCincoMeia e às pessoas que o cercaram lá na década de 80. Mistérios vão surgindo e sendo desvendados à medida que os personagens vão ganhando destaque. Mesmo Pâmela e Caio sendo os protagonistas da história, não pense que os outros não serão importantes. Todos são fundamentais para os desdobramentos da narrativa.

Pontos de destaque

O primeiro ponto que preciso destacar é a escrita delícia de se ler. Já conhecia Felipe Barrenco quando li Fake, mas as narrativas são completamente diferentes e, mesmo arriscando uma história nova, cheia de mistérios e personagens diversos, o autor conseguiu manter a leveza do texto.

DoisCincoMeia, em especial, é um livro que te faz rir, relaxar e se divertir. A história vai sendo conduzida de maneira séria ao mesmo tempo que aparecem coisas atuais e memes diversos, como “Mãe, no céu tem pão”, “forninho” e “cabelo solto de prancha”.  

Outro ponto louvável na narrativa é a sacada genial de Barenco ao apresentar os personagens dizendo com quem eles se parecem. Por exemplo, Rufus é “A CARA DO HEATH LEDGER”. Confesso que só com essa informação eu “garrei um crush” no personagem, rs. =)

Enfim… DoisCincoMeia é daqueles livros que podem ser lidos rapidamente. A escrita é simples e os momentos de humor (na medida certa) dão tom à narrativa, fazendo com que a leitura flua bem. Os diálogos são muito bons e divertidos e é bem provável que você se identifique com algum dos personagens, que são gente como a gente.

DoisCincoMeia é uma livro para amar cada momento.

Se ainda não leu, corre pra ler e depois volte aqui e nos conte o que achou.

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