Desafios de ser e criar uma filha mulher

Dia 8 de março foi comemorado o Dia Internacional da Mulher e nesse dia me peguei fazendo uma reflexão sobre os desafios de ser e criar uma filha mulher.

Parei durante meu horário de almoço para ler várias mensagens postadas nas redes sociais e por meio delas fui percebendo tipos diferentes de opinião,  de formas de pensar e se expressar, entre as próprias mulheres, mas que no final todas representavam o mesmo pedido: RESPEITO!

Nesse momento fiquei refletindo sobre a data, sobre a importância dela para a luta diária pela igualdade, pelo respeito, pelo direito de ser livre, entre tantas outras lutas, e fiquei me perguntando será que estou no caminho certo como mãe?

Será que estou preparada para criar minha filha de maneira que ela entenda a importância de ser livre, de ter seus direitos respeitados e de ser respeitada por todos?

Será que o mundo estará melhor quando ela for encarar seus próprios desafios? Como será seus relacionamentos? Como será seus empregos? Como será sua vida?

Dá um medo danado de criar uma menina com tanta violência contra mulher espalhada pelo mundo. Afinal, que mãe não fica preocupada quando vê um caso de desrespeito contra mulher e pensa que poderia ser sua filha.

São inúmeras mulheres agredidas, estupradas, desrespeitadas e mortas todos os dias. Se isso já me assusta como mulher, imagina como mãe de uma menina.

São muitas perguntas sem respostas prontas, mas que me faz refletir se estou fazendo algo para melhorar o nosso futuro.

Meu coração se acalentou um pouco quando pensei que busco ser todos os dias um exemplo de mulher que gostaria que ela se tornasse. Não somos perfeitas, mas se lutamos, com dignidade, pelo que nos faz feliz estamos no caminho certo e podemos ser exemplos para as próximas gerações.

Quero mostrar a ela que estarei sempre ao lado dela em todas as lutas.

Quero que a Maria seja o que ela quiser!

Desejo que ela seja feliz, realizada, que ame e que seja amada.

Que tenha o direito de ir e vir sem o medo da violência simplesmente por ser Mulher.

Que seja forte e ao mesmo tempo doce.

Que nunca seja desrespeitada, e que tenha sempre força para se impor.

Que exista mais amor e empatia no momento que ela precisar dar seus vôos.

Não sei como será o futuro, mas busco, em meio às ações do dia a dia mostrar pra ela que nós mulheres somos incríveis e temos a liberdade de escolher ter a doçura das princesas misturada a força da Mulher Maravilha.

E você o que deseja para o futuro da sua filha?

 

 A coluna LiteralMente,mae! é publicada quinzenalmente aos domingos. As opiniões e fatos não refletem necessariamente a opinião de todas as mães, mas sim a vivência da colunista.

Quer trocar experiências comigo? Envie e-mail para gabriela@literalmenteuai.com.br

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