Doce ou amargo, eis aqui agosto

Aaaahh agosto, o que eu posso falar de você? Tem tanto misticismo nessa simples marcação do tempo, que é difícil, ou quase impossível, não ouvir um…

“agosto não acaba nunca, o mês mais longo do ano, agosto mês do desgosto” e por aí segue.

Hoje é pouco mais da metade desse mês, pra ser mais exata é 22 de agosto de 2019. E quanta coisa já vivi até aqui.
Em menos de um mês fui atropelada por sentimentos que nunca havia experimentado. Na verdade já tinha, mas dessa vez veio em dose mais elevada.

Em alguns momentos, senti o desespero escorrer em lágrimas quase impossíveis de serem contidas e em outros, senti o toque do amor em uma delicadeza tão profunda que eu posso jurar que senti Deus me tocar.

Pode parecer estranho, mas de alguma forma ou de outra, pelo menos na minha vida, esse mês carrega uma energia que eu não sei explicar.

Sabe aquela função “Lembranças” do Facebook? Então, a própria me fez repensar e inspirou essa crônica.
Me lembrou que nos últimos anos, em boa parte dos dias desse mês, eu fico agoniada.

Me lembrou acontecimentos tristes e outros trágicos. Me lembrou que nesse mês eu perdi uma das pessoas que mais amo na vida: meu Pai!

Em contrapartida, o mesma função do Facebook me lembrou que nesse mês ganhei o melhor presente da vida: minha irmã Victoria Maria.

No dia 16, acordei com esse mesmo Facebook me lembrando que mesmo antes que eu nascesse, eu ganhei a vida, pois é aniversário da minha mãe, a rainha Célia Regina, que é sinônimo de amor, ou melhor, é a minha vida.

É nesse mês superestimado que em 22 dias eu fui do céu ao inferno. Me senti descartável ao ponto de desejar o fim e questionar Deus, pra depois entender sua grandeza e enxergar a vida como uma dádiva incrível.

Em apenas 22 dias presenciei milagres inimagináveis. Vi ele realizar sua obra através de pequenas gentilezas e doações na volta pra casa. Eu vi o amor!

Eu entrei em um templo sagrado arrasada e Jesus falou comigo. E falou mesmo, e mandou ali na minha lata, direto. Eu assisti pessoas sendo fortes, eu ouvi palavras amigas, eu ajudei e fui ajudada, eu ensinei e aprendi.

Assisti uma pessoa com uma doença terrível tirar uma foto sorrindo toda “blogueirinha” e enviar para tranquilizar uma prima. Isso me ensinou sobre lutar. Eu escutei a vida falar: “Ou, pera aí, não é na queda que a vida se faz e sim no se reerguer.”

Lembrei que quando eu era pequena, a orquídea que já fazia alguns meses que tinha sido plantada pelo meu pai, só floriu no mês de agosto. Ninguém acreditava que ela iria florir.

Meu avô falava que o problema era o lugar que ela tinha sido plantada, outros falavam que era falta de adubo. Mas a danadinha floriu quando bem quis, e foi em agosto. Esse foi o primeiro milagre que eu assisti em agosto.

É agosto, seu atrevido! Não sei o que pensar sobre você. Comecei esse mês com muito medo, e sigo com medo até o dia 31. Mas sou obrigada a dizer: muito obrigada por ser assim… tão agosto!

 

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