Crendice popular, depois dos 30

Crendice popular, antes ou depois dos 30, será que hoje ela faz diferença?

Quantas vezes você já voltou em casa para desvirar aquele chinelo que ficou no quarto? Quantas vezes deixou de tomar aquela vitamina de manga com leite que o vizinho ateu oferecia? E quantas vezes já ficou assustadíssimo quando descobriu que passou o dia todo com aquela blusa de lã ao avesso?

Pois bem, sinto lhe informar que depois dos 30, você se sente imbatível, quase imortal. A sobremesa mais deliciosa que já provei foi um mousse de manga na casa da amiga Marilda, que além da manga, óbvio, tinha dois leites, o creme e o condensado e estava gostoso demais. E, hoje? Estou aqui vivíssima da Silva pra contar. Nessa altura da vida você já sabe que essa crendice de que misturar leite com manga faz mal, foi uma mentira inventada pelos senhores de escravos para impedi-los que usufruir do leite, uma preciosidade da época.

A blusa ao avesso, hoje é sinônimo apenas de um leve constrangimento, pois depois dos 30, você quase nunca se importa com a opinião dos outros. Já o chinelo virado foi a crendice que mais tempo esteve comigo, até o dia em que precisei viajar às pressas e tive que bagunçar a sapateira para achar um tênis. Quando voltei, quase uma semana depois, muitos pares de chinelo, sapatos e botas estavam virados e minha mamãe vive até hoje ao meu lado.

Claro que a vida moderna também contribui para derrubar as crendices. Se não posso abrir um guarda-chuva dentro de casa, como vou secá-lo no meu mini apartamento, depois de pegar aquele temporal? Como não passar em baixo de uma escada se o único local que cabe é pendurada no teto. Como evitar o  seu  gato preto de estimação durante as sextas-feiras 13? Deixar de acreditar nas crendices é o reflexo de uma vida já marcada pelas decepções e pela certeza de que o que tiver de ser será. É ter a certeza de que as suas ações vão influenciar a vida de muita gente ao seu lado, independente das suas crenças.  

A coluna de hoje é dedicada ao gato Kanye, do meu amigo Samuel, que foi morto envenenado na cidade de Matozinhos.

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A coluna Depois dos 30 é publicada aqui toda quinta-feira. As opiniões e fatos não refletem necessariamente a opinião de todas as mulheres que já passaram dos 30, mas a vivência das colunistas deste site.
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