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Apenas um olhar traz o melhor do mistério e suspense da escrita de Harlan Coben

Que o escritor Harlan Coben é o mestre do gênero suspense policial todo mundo já sabe né, mas em Apenas um olhar ele supera todas as expectativas, mantendo os elementos básicos de um bom thriller e inovando com a escolha dos protagonistas.

O livro foi um dos destaques do aniversário de 5 anos da TAG em e desde então estava guardado na minha estante esperando o momento certo para leitura. Quando eu digo momento certo, é que para a leitura dos textos incríveis do escritor Harlan Coben, é preciso atenção e foco para junto com os personagens desvendar os inúmeros mistérios de suas tramas. Dessa forma, foco e atenção foi  algo que esteve bem em falta por aqui nos últimos tempos. 

Valeu demais a espera. Apenas um olhar é um livro muito bom!

Ao apresentar uma trama obscura, observada por pelo menos 7 pontos de vista (Scott Duncan, Grace Lawson, Eric Wu,  Rocky Conwell, Charlaine Swain, Perlmutter) que invariavelmente se alternam entre mocinhos, suspeitos e bandidos, Harlan Coben vai te envolvendo e mantendo aquela aura de desconfiança, ninguém confia em ninguém, todo mundo é suspeito. E a única certeza é a de que o leitor vai jogar junto, se envolver ativamente, criar teorias e acabar sendo enganado kkk.

Com isso surge fortemente aquela curiosidade que te instiga a querer saber sempre mais, não apenas da investigação em questão, como também das histórias secundárias que o autor insere perfeitamente no passado e presente de cada personagem, as reviravoltas já características de suas escritas, e uma protagonista mãe, Grace Lawson, que além de lidar com o mistério do sumiço do marido, literalmente tentar sobreviver, ainda tem que cuidar e dar atenção às suas crianças. 

“A vida não para. Grace precisava comprar comida. Isso poderia soar estranho levando-se em consideração as circunstâncias. Os dois filhos, estava certa quanto a isso, sobreviveriam, encantados, com uma dieta ininterrupta de entregas de pizza, mas ainda assim precisavam do básico: leite, suco de laranja (do tipo com cálcio, mas nunca, jamais, com bagaço), uma dúzia de ovos, frios, duas caixas de cereal, pão de forma,macarrão, uma lata de molho de tomate…” (pág.243)

Por que isso é surpreendente?

Em sua maioria, os protagonistas são pessoas descompromissadas, solteiras, sem família ou que pouco aparecem nas tramas. Aqui temos duas mães lutando pela sobrevivência, além de Grace, podemos contar com a sagacidade de outra mãe, Charlaine Swain, que dá volume à trama e ajuda demais no desfecho do mistério.

Tudo começa quando Grace, em mais um dia normal de sua vida como mãe e artista, leva um filme com fotos de um passeio em família para revelação. Ao retornar com as imagens, Grace nota que uma das fotos não lhe pertence, e o mais estranho é que é uma captura antiga, em que umas das pessoas tem a marca de um X vermelho em seu rosto, e seu marido, muito mais jovem, também está na imagem. Ao mostrar para o marido essa foto, ele simplesmente desaparece. 

Depois de uma série de coincidências e articulações, minuciosamente reveladas pelos personagens em suas narrativas, chegamos ao ponto em que Grace precisa investigar por conta própria o passado e o sumiço do marido, quem eram essas pessoas da foto, por que algumas delas estão mortas, e como ela foi parar em uma trama tão intrincada e que ameaça sua família. 

Apenas um olhar é um thriller com muita ação, violência e reviravoltas assertivas. Eu li já pensando como seria uma adaptação desta obra, já que a Netflix anunciou recentemente adaptação de nada menos que 14 obras do autor e algumas já concluidas. Vem ver.  

Ao final da leitura, saimos com a certeza do brilhantismo de Coben, e aquela pulguinha atrás da orelha em relação a total inocência de alguns personagens. 

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