Desde que soube que “Cidades de Papel” ia virar filme eu fiquei super empolgada, contei sobre isso no “Agora que sou crítica”. Quando finalmente assisti a adaptação do livro de John Green eu gostei bastante, mas preciso avisar que o filme não é “A Culpa é das Estrelas”, que inclusive tem um crush literário aqui.

Quando começaram as produções do filme eu fiquei preocupada se eles conseguiriam adaptar bem a história. A minha desconfiança era principalmente pelos atores, porque achei muitos deles novinhos demais, mas eu me surpreendi com o quão bem adaptado foi o livro. A história segue muito bem, conseguindo mostrar o que era realmente significativo para a trama. Algumas coisas foram mudadas, acredito que para que o filme não ficasse muito pesado (para quem já leu o livro deve saber que o final é um pouquinho pesado).

Como já disse anteriormente, não espere assistir um filme como “A Culpa é das Estrelas”, “Cidades de Papel” é apenas do mesmo autor. Se no primeiro filme temos uma história comovente, aqui temos um filme muito divertido e engraçado. Enquanto estava na sala de cinema e me divertia com as aventuras das personagens, me lembrei dos filmes de John Hughes, como “Curtindo a vida adoidado” e “Clube do Cinco”, com todo aquela alma jovem, com diálogos que são facilmente encontrados na vida real. O filme não seria nada se não fosse pela atuação dos atores, acho que Nat Wolff conseguiu ser o Quentin, e o engraçado é que em momento nenhum temos um vislumbre de Isaac, de ‘A Culpa é das Estrelas”, o ator consegue mostrar que encarna muito bem os seus papéis. Cara Delevigne, ainda é uma incógnita para mim, achei a sua Margot um pouco rasa, porque a do livro é muito mais profunda, e eu não sei se os produtores do filme preferiram fazê-la mais leve ou se foi a atriz que não conseguiu passar a intensidade da personagem. Os outros meninos conseguiram encarnar bem os seus papéis, palmas para o Austin Abrams, a alma do filme. A estética do filme é tipicamente tumblr e a trilha sonora é bem ok, mas o que mais me incomodou foi a maldita câmera lenta. Eu tenho uma birra com esse tipo de efeito e os produtores dos filmes do John poderiam parar de utilizá-los pelo amor de Deus!

O filme é aquela comédia adolescente que vai passar várias vezes na sessão da tarde, que vai fazer todo mundo rir e que uma infinidade de adolescentes vai se identificar, afinal quem nunca teve um amor platônico ou pensou em viver uma aventura com seus amigos do colégio. Não é uma história marcante ou que vai ganhar o Oscar, mas é uma boa diversão.

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