Jurassic World: Reino Ameaçado chega aos cinemas

Há 25 anos, o mundo conhecia uma das mais incríveis trilogias do cinema, Jurassic Park, de Steven Spielberg. Como faço aniversário de 1/4 de século junto com o lançamento do primeiro filme, só me resta imaginar o quanto deve ter sido incrível a experiência em 1993. Os dinossauros ainda eram animatrônicos com um misto de computação gráfica, uma novidade para a época, e nem se pensava em efeitos especiais da maneira que vemos hoje.

O que nem todo mundo sabe é que o sucesso nas telonas foi inspirado num livro do escritor Michael Crichton. Quando saiu das páginas, a história ganhou uma proporção estrondosa e os dinossauros ganharam seu “espaço” no mundo. E, por falar em mundo, hoje chega aos cinemas o segundo filme da segunda trilogia: Jurassic World: Reino Ameaçado, um dos filmes mais aguardadas do ano.

O longa tem um tom mais sombrio do que os filmes que o antecedem e prende o público do início ao fim com cenas de ação que não dão tempo para respirar. Na trama, a Ilha Nublar, local destruído pelos dinossauros em O Mundo dos Dinossauros, está prestes a explodir quando um vulcão entra em erupção, podendo causar a extinção dos animais, trazidos de volta a vida pela ciência. 

Dá-se então um impasse que abre o filme: protegê-los ou deixar que se corrijam os erros cometidos por aqueles que “brincaram de Deus” anos antes. Uma missão de resgate começa então a ser preparada, com a participação de Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard), que volta como uma personagem bem mais interessante. Mas, as coisas não saem como o esperado e um vilão, que não está nem aí para os dinossauros, dá as caras. 

Divulgação

A ideia dos “cabeças” da missão não é apenas salvar os dinossauros. Existe um plano bem maior e pior por trás da missão de resgate. Os protagonistas, que se importam com os dinossauros, sobretudo com a Velociraptor megainteligente Blue, vão embarcar numa dupla missão: sobrevivência e proteção dos dinossauros.

Jurassic World é uma ficção científica de encher os olhos, com uma trama bem amarrada desde os anos 90, que não deixa margem para nenhum questionamento acerca da “ressurreição” dos dinossauros, que a propósito parecem mais reais a cada filme. Neste, os efeitos são impressionantes, e a evolução dos animais caminhou junto com a humanidade. Eles estão mais inteligentes, e, diferente dos nossos de estimação, usam tal inteligência ao seu favor sempre. Como a Blue, afetiva ao defender o seu “domador”, mas, o instinto de sobrevivência impera. 

Cena: Jurassic World – Reino Perdido

A franquia Jurassic World se consagrou pelos efeitos especiais que dão o tom de realidade a história, por trazerem cenas alucinantes de ação e aventura. Reino Ameaçado está mais tenebroso, com cenas de fuga alucinante, erupção de vulcão, ataque animal e gângster. Mas, um dos destaques fica por conta das pitadas de humor protagonizadas, em sua maioria, pelo personagem Franklin (Justice Smith). Ao longo da trama, gente morre, sangue escorre, mas o cinema ri das tiradas e caras e bocas dos personagens. 

Destaque para a aparição de novos personagens que ainda vão dar muito o que falar na sequência. Sim! Ela virá, e isso não é spoilerFranklin – já citado -, responsável por apresentar os melhores momentos cômicos do longa. E, se a intenção da produção era aliviar a carga de “horror” do filme, conseguiu com primor. As cenas do Justice são impagáveis e representam muita gente que assiste ao filme, sabe que é ficção, mas no fundo tem é muito medo do Tirex. Tem ainda a personagem de Zia (Daniella Pineda), uma estudiosa e apaixonada por dinossauros, que tem a chance de encontrá-los pessoalmente. Senti falta de mais cenas da personagem, que poderia render muito mais do que foi apresentado. 

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Jurassic World sem criança é Nutella, né?! Pois bem, a representante infantil deste filme é a atriz Isabella Sermon, interpretando Maisie Lockwood, neta de um dos ex-sócios do antigo Jurassic Park. Inteligente, esperta, e, claro apaixonada pelos dinossauros, a personagem é a peça chave da história. A pequena atriz gritou muito (e quem não?), correu, sofreu bastante, e, quando foi preciso coragem, lá estava ela dando um empurrãozinho para a continuação.

Filmes baseados em livros que você não sabia.

Assim como Jurassic Park, alguns filmes são adaptados de livros e muita gente nem imagina. Separamos alguns exemplos que podem te surpreender e, quem sabe, entrar para a lista de próximas leituras!

Forrest Gump (1994) – Um dos maiores clássicos do cinema, protagonizado por Tom Hanks, é adaptado de um livro do autor Winston Groom, lançado em 1986. Muito aclamado e vencedor de seis estatuetas do Oscar, o filme não agradou Groom. Reza a lenda que a continuação do livro começa com a frase: “Nunca deixe alguém fazer um filme da sua vida”.

Planeta dos Macacos (1968) – No ano de 1963, Pierre Boulle lançou o livro O planeta dos Macacos. Alguns anos depois, em 1968, a história ganhou sua primeira adaptação, uma das mais bem sucedidas do cinema, gerando uma franquia de filmes que seguem sendo lançados.

Os Pássaros (1963) – Mais um clássico do cinema, Os Pássaros ganhou adaptação de ninguém menos que Alfred Hitchcock. A história foi publicada pela primeira vez no ano de 1952 na coleção de contos The Apple Tree – A Árvore das Maçãs. No ano de 1963, chegava em formato audiovisual para encantar o público se tornando um dos filmes mais aclamados da história do cinema.

Um Corpo que Cai (1958) – Sim! O clássico Um Corpo que Cai é uma adaptação, mas, neste caso, a história é um pouco diferente, já que o livro D’Entre les Morts, da dupla Pierre Boileau e Thomas Narcejac, foi escrito para ser adaptado por Alfred Hitchcock. Tudo aconteceu após Pierre e Thomas descobrirem que o diretor se interessou em comprar os direitos de adaptação de seu livro anterior, Diabolique. Um Corpo que Cai se tornou uma obra-prima de Hitchcock e não pode faltar na lista de clássicos do cinema mundial.

Sexta-feira Muito Louca (2003) – Agora, um filme delícia para nossa lista. Em 2003, Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis chegavam aos cinemas e invertiam seus papeis no longa Sexta-feira Muito Louca. Mas, a história já havia sido contada quando, em 1972, Freaky Friday, escrito por Mary Rodgers, foi publicado como um livro infantil.

Desde décadas longínquas até os dias de hoje, a literatura está muito ligada ao cinema, com adaptações maravilhosas ou não. Tudo depende do ponto de vista! Aqui no LiteralMente, UAI temos uma seção especial de Livros x Adaptações. E, você gosta de livros que vão para as telonas? Conta pra gente qual sua adaptação favorita.

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