Dependência amorosa, remédio ou doença?

Por: Samuel Reis

Hoje vivemos num século onde a carência somada à outros males tem direcionado a vida de muitas pessoas. Todos os dias vemos notícias na TV, nas ruas da cidade, ouvimos nas histórias de conhecidos e de desconhecidos o estrago que algum tipo de dependência trouxe para essas vidas.

Tem gente que é dependente de drogas ilícitas, ou lícitas. Tem gente que é dependente de  remédios, tem gente que é dependente de tantas outras novas coisas totalmente negativas que vem surgindo. Mas aí vem um questionamento:

“E quando você se torna dependente de algo positivo, seria uma dependência saudável?”

Vamos então ao mais comum tipo de relato amoroso da modernidade, a famosa declaração: “Sem você eu não consigo viver”. Linda declaração de amor, não é verdade? Mas será que ao pronunciar isso as pessoas estão cientes do que estão dizendo? E se houver um término então (não importa por qual motivo), significa que a pessoa que sofreu a perda não consegue mais viver? Seria uma espécie de Romeu e Julieta nos tempos modernos?

Esse se torna um tema mais complexo do que parece. É totalmente essencial que as pessoas tenham plena consciência das palavras que saem pronunciando nos momentos de “paixão mortal”. O número de pessoas que entram em depressão depois de suas frustrações amorosas é grande. O número de pessoas amarguradas pelas experiências amorosas também. E na mesma proporção suicídios por questões passionais. E tudo isso tem um motivo:

“…viveram a vida do outro e esqueceram de assumir a notoriedade de viver sua própria vida

Não é errado se apaixonar, fazer votos de amor eterno, desde que isso seja feito de forma lúcida, verdadeira e leal. Mas me preocupa ouvir de alguém que não consegue viver porque perdeu o amor da sua vida.

“O amor da sua vida deve ser você mesmo!”

O segundo, sim, pode ser o seu par, sua família, ou que você definir.Tudo em excesso faz mal, até aquilo que é bom em excesso pode matar. Matar o corpo, a alma, o espírito, os sonhos. A gente está acostumado a tratar como morte somente aquela que leva a um velório ou enterro, mas esquecemos de que a morte mais comum é aquela em que a pessoa morreu por dentro. Morreu para os seus sonhos, para as suas motivações, para si própria e para quem está à sua volta.

“É necessário que antes de pertencer à outra pessoa, você se pertença”

Porque o amor existe merece ser vivido. Cuide bem do seu amor, mas antes cuide de si mesmo. Se porventura algum dia as pessoas que você mais ama nessa vida decidirem partir voluntariamente ou involuntariamente, você é o que haverá restado.

       Ame!                                    Cuide                              Sonhe

       

 

Mas seja realista!

No final dos escombros de qualquer frustração, só quem não sofre dessa dependência consegue seguir em frente e sobreviver para continuar a escrever a sua história.

Lembre-se: os outros, por mais especiais que sejam são meros coadjuvantes ou até mesmo figurantes. O protagonista da sua história tem que ser você.

Agradecimento especial ao Samuel Reis que enviou sua colaboração para esta coluna. Se você também tiver uma crônica, historieta ou conto envie para contato@literalmenteuai.com.br

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