Imensas possibilidades e riscos grandiosos

Umas amigas me disseram que homem é tudo igual. Casadas ou namorando, sempre me encorajaram a continuar solteira. Eu sinto que elas tentam me proteger, me livrar de algo muito ruim.

Para elas, a vida a dois é muito dolorosa. Não é um compromisso romântico colaborativo. Arrisco a dizer que casos assim acontecem porque começaram no momento errado, quando a carência gritava, assombrava.

Solidão não é ruim. É ela que nos concede humanidade.

Eu já vivi muito carente. Cobrava dos outros o que faltava em mim, quando eles não tinham responsabilidade nenhuma quanto à minha felicidade. Não acordei de um dia para o outro, mas acordei. Faltava eu me amar, me aceitar.

Acreditava que morreria se fulano deixasse de falar comigo, desesperava igual criança quando perde a mãe no shopping. Hoje, quando vejo pessoas que me são especiais enfiando o amor próprio no bolso, sinto muito.

Quero que elas se amem primeiro. Antes de tudo.

“Fulano me trata mal, tem comportamento agressivo, me impede de sair de casa, mas ok! Ele disse que vai mudar, até me fez uns carinhos diferentes ontem. Meu casamento não faz mais sentido, porém não consigo viver sem ele,  vamos aguentando até o dia que der”.

Não! Está tudo errado.

Parece que o jogo está bagunçado.

Parece que passar o Dia dos Namorados sem ninguém é cruel demais.

Triste mesmo é ser de outro sem antes sermos de nós mesmos.

😉

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